Oposição tenta paralisar Venezuela por dois dias em protesto contra Constituinte

Desde a madrugada, moradores se reuniram em algumas partes de Caracas para bloquear vias com lixo, pedras e faixas, enquanto alguns estabelecimentos permaneceram fechados.
Oposição e organizações sindicais convocam greve de 48 horas na Venezuela
Os adversários do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, iniciaram nesta quarta-feira (26) uma paralisação nacional de dois dias em um esforço final para pressioná-lo a abandonar a eleição do fim de semana para formar uma Assembleia Constituinte, que veem como uma ameaça à democracia e à economia do país. A eleição da Assembleia será no próximo domingo.
Desde a madrugada desta quarta, moradores se reuniram em algumas partes de Caracas para bloquear vias com lixo, pedras e faixas, enquanto alguns estabelecimentos permaneceram fechados. Entretanto, houve ainda assim um fluxo de pessoas a caminho do trabalho.
Homem ferido em Caracas é atendido durante manifestação contra o presidente Nicolás Maduro (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Imagens divulgadas pela agência France Presse mostram que manifestantes queimaram pneus nos bloqueios de ruas. Também indicam que um manifestante ficou ferido, mas ainda não está claro se houve confronto com a polícia.
"Nós precisamos paralisar todo o país", disse Flor Lanz, de 68 anos, enquanto bloqueava, com um grupo de mulheres, a entrada de uma rodovia no leste de Caracas com cordões e placas de ferro.
Manifestante incendia pneu para bloquear rua nesta quarta-feira (26) na Venezuela (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
"Eu vou ficar aqui durante 48 horas. É o único jeito de mostrar que nós não estamos com o Maduro. Eles são poucos, mas eles têm armas e dinheiro", acrescentou a decoradora Cletsi Xavier, de 45 anos.
Milhões de pessoas participaram de uma greve de 24 horas na semana passada, em que empresas fecharam as portas, famílias permaneceram dentro de casa e ruas foram fechadas ou ficaram vazias em várias partes da Venezuela.
Venezuelanos são vistos atrás de barricada em Caracas (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
A oposição, que tem apoio majoritário após anos na sombra do Partido Socialista durante o mandato do predecessor de Maduro, Hugo Chávez, diz que a Assembleia Constituinte planejada pelo presidente é uma farsa, elaborada somente para mantê-lo no poder.
O presidente, de 54 anos, insiste que a votação de domingo (30) acontecerá, apesar de intensa pressão no país e no exterior, incluindo uma ameaça de sanções econômicas pelos Estados Unidos.
Pedestres caminham em meio a barricadas em Caracas, na Venezuela (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
UE preocupada com direitos humanos
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, expressou sua preocupação pelos informes sobre as violações dos direitos humanos na Venezuela, onde os opositores devem iniciar nesta quarta-feira uma greve de 48 horas contra a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.
"Os inúmeros informes sobre as violações dos direitos humanos, o uso excessivo da força, as prisões em massa e os julgamentos de civis por tribunais militares são uma fonte de preocupação", indicou Mogherini em uma declaração em nome da União Europeia. (G1)
Pedestre caminha por rua vazia em Caracas, na Venezuela (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Manifestante durante greve geral na Venezuela contra o presidente Nicolas Maduro (Foto: REUTERS/Marco

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