Romário e o desembarque do PSB: ‘A única contribuição ao partido’

Presidente do PSB, Carlos Siqueira fecha as portas para o senador, que migrou para o Podemos, e pede para que ele nunca mais volte à legenda
Romário protagonizou uma série de atritos com o PSB (VEJA.com/VEJA/VEJA)
Um mês após ter deixado o PSB, o senador Romário não deixa saudades. Ao menos para o presidente do partido, Carlos Siqueira, o sentimento é de alívio com o desembarque do ex-jogador de futebol, que esteve filiado à legenda por oito anos e, ao longo desse período, protagonizou uma série de embates com a cúpula partidária e com seus correligionários no Rio de Janeiro. “Essa [a desfiliação] foi a única contribuição que ele poderia ter dado ao Partido Socialista Brasileiro. E eu lhe agradeço muito e desejo que ele se mantenha sempre bem distante”, afirma Siqueira. “Não volte mais, por favor”, continua.
Romário preparava as malas para deixar o PSB desde 2016. O desgaste tornou-se maior durante as eleições municipais, quando o senador apoiou, à revelia de seu partido, a candidatura do prefeito Marcelo Crivella (PRB).
Em junho, o senador decidiu migrar para o recém-criado Podemos, partido que deve lançar Álvaro Dias (PR) à Presidência da República em 2018. Em seu novo ninho, ele assumirá o comando da legenda no Rio de Janeiro e tem também espaço garantido na Executiva Nacional. Ao anunciar a saída do PSB, Romário disse ter escolhido o Podemos pelo modelo de “fazer política mais conectado com a sociedade” e afirmou que “não se identifica mais com a velha política”. (veja)

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