Carol Rousseff se torna a vereadora mais jovem de Porto Alegre

Sobrenome da parlamentar de 21 anos é uma homenagem à ex-presidente Dilma
Vereadora Carol Rousseff, de 21 anos, no plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (Leonardo Contursi,CMPA/Divulgação)
A estudante do primeiro ano de magistério Carolina Duarte, de 21 anos, conhecida como Carol Rousseff, assumiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta semana. Com a posse, ela é considerada a vereadora mais jovem a exercer a função na capital gaúcha.
O sobrenome não indica parentesco com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas uma homenagem. “É um nome de luta”, explica. Carol é uma admiradora de Dilma e se filiou ao PT em 2015. Foi com esse nome que ela apareceu na televisão durante o horário eleitoral gratuito na eleição municipal de 2016 e também nas urnas.
Durante três dias, de 1º a 3 de agosto, Carol foi suplente do vereador petista Marcelo Sgarbossa. “Foi importante o espaço para fazer luta e para levar o pensamento da juventude, tendo em vista que não tem nenhum jovem na Câmara”, disse à reportagem.
Outro jovem, Professor Bernardo, de 28 anos, também assumiu uma suplência, no lugar de Sofia Cavedon, do mesmo partido, nesse período. A posse da dupla marca o Dia Internacional da Juventude, comemorado em 12 de agosto, e só foi possível porque outros suplentes abriram mão da vaga.
Professor Bernando, de 28 anos, e a vereadora Carolina Rousseff, de 21 anos, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (Leonardo Contursi,CMPA/Divulgação)
Desde o ano passado, o PT tem feito ações semelhantes, como no Dia das Mulheres, quando apenas mulheres assumiram a bancada. No Dia da Consciência Negra, apenas suplentes negros devem assumir as vagas. “É um política positiva do nosso partido, um exemplo legal para outros partidos seguirem”, opina Carol sobre a iniciativa de “rodízio temático”.
Na sessão da última quinta-feira, Carol ocupou o microfone para criticar o projeto Escola sem Partido, que está em tramitação, mas teve parecer desfavorável da Comissão de Constituição Justiça (CCJ) da casa. “É hediondo esse projeto. Querem tirar da escola o pensamento crítico com a falsa desculpa de imparcialidade”, disse em plenário.
Carol aproveitou sua passagem pela Câmara para protocolar atualizações no Estatuto da Juventude de Porto Alegre, de 2006. Uma delas diz respeito ao acesso à saúde. No novo texto, Carol especifica que o atendimento tem que ser oferecido pelo município, com postos de saúde abertos.
Outro projeto amplia a concessão da meia-passagem de ônibus para estudantes para seis meses após deixarem o ensino médio. “O estudante acaba o ensino médio e precisa trabalhar, ir para o cursinho”, justifica. Os projetos precisam passar por comissões, como a CCJ, antes de serem votados.
Em oposição ao prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB), a porto-alegrense também pediu informações sobre a falta de caminhão de lixo para a coleta na área quilombola dos Alpes e sobre o uso de violência para coibir festas no bairro Cidade Baixa. (veja)

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