Indústria fica estagnada após duas altas seguidas, diz IBGE

Produção industrial no mês de junho em relação a maio foi de 0%, após setor ter acumulado uma alta de 2,5% nos dois períodos anteriores
A indústria parada (VEJA.com/VEJA/VEJA)
A produção industrial ficou estagnada no mês de junho em relação a maio (variação de 0%) após dois meses seguidos de alta, período em que havia subido 2,5%. Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta terça-feira. Em relação a junho do ano passado, a alta foi de 0,5%. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, a variação também foi de 0,5%, o que representou o primeiro semestre positivo desde 2013.
Para o gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, André Macedo, ainda que o resultado de janeiro a junho tenha sido de alta após quatro anos em queda, é um bom resultado, mas ainda não caracteriza uma recuperação. “Isso está longe de apontar uma trajetória consistente de crescimento do setor industrial”, disse em entrevista coletiva.
Apesar da estabilidade, o resultado do mês de junho em relação a maio “teve predomínio de resultados negativos, já que 12 dos 24 ramos pesquisados apontaram redução na produção”, segundo o IBGE. 
As principais influências negativas foram registradas no setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%).
Nos setores que apresentaram alta, o destaque foi para o de produtos alimentícios (4,5%). Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de indústrias extrativas (1,3%), de máquinas e equipamentos (2,0%) e de bebidas (1,7%), segundo o IBGE. (veja)

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