Paulo Gustavo conta que inspiração para 'A Vila' vem do seu dia a dia

'Vou à padaria, ao shopping, onde encontro meus personagens', diz o ator
Rio - Estreia hoje no Multishow a nova série protagonizada por Paulo Gustavo, ‘A Vila’, que vai ser exibida de segunda a sexta, às 22h30. O programa tem inspirações no seriado mexicano ‘Chaves’ e traz o ator na pele do ex-palhaço Rique, que mora em um trailer, na tal vila do título. 
“O projeto surgiu da vontade de fazer uma coisa nova, trabalhar com um novo diretor, com novos atores. Estar em um ambiente diferente”, esclarece sobre a série de 25 episódios, com direção de João Fonseca e Pedro Antônio Paes. No elenco, ao lado do humorista, estão Monique Alfradique, Atayde Arcoverde, Gil Coelho, Katiuscia Canoro, Lucas Salles, Teuda Bara e Zezeh Barbosa.Paulo Gustavo conta que inspiração para 'A Vila' vem do seu dia a dia
Paulo continua no ar simultaneamente nas reprises do ‘Vai que Cola’, em sua quarta temporada. O sitcom estreia uma nova em outubro, mas o ator só participa do primeiro episódio. “Amo o pessoal do ‘Vai que Cola’, são meus amigos da vida, íntimos. Dei uma festa esses dias aqui. Veio Samantha (Schmütz), Fiorella (Mattheis), Marquinho Majella. A gente sempre almoça junto, sempre janta junto, toma café junto, dorme junto, viaja junto. A gente faz tudo junto”, revela. “Mas precisava respirar novos ares. E acho que essa é uma necessidade que não é minha. É uma necessidade do ator em geral”, completa.
‘A Vila’ conta a história de Rique, que após a falência do circo em que trabalhava vai morar na vila, acompanhado de sua melhor amiga, Violeta (Katiuscia Canoro), também órfã do picadeiro. O ex-palhaço vai aprontar muito e ser protagonista de inúmeras confusões com os habitantes do local.
Paulo Gustavo garante que sua maior inspiração para composição dos personagens é o trabalho de outros colegas de profissão. “Me inspiro muito nos nossos atores, né? Tem aquele artista que sempre fala: ‘Ah, me inspirei em um seriado gringo’ (risos). Eu não, me inspiro mesmo nos nossos atores. Sou muito fã do Diogo Vilela, da Fernanda Torres, do Miguel Falabella, da Claudia Raia, da Débora Bloch, da Regina Casé, do Luiz Fernando Guimarães... Toda essa geração de atores comediantes”, diz. E Paulo faz questão de exaltar os talentos: “Depois, veio uma outra geração, que é a Ingrid Guimarães, a Heloísa Périssé. Tive a honra de conviver com elas na época do ‘Sob Nova Direção’, porque eu já era amigo, mas não era um ator. Acho que todas essas pessoas me inspiram a ser comediante”.
FORMATO
O novo programa tem formato parecido com o ‘Vai que Cola’, e também conta com plateia. “Tem plateia, palco, interpretamos para a câmera, para a plateia, só muda o contexto’, diz Paulo. “E neste agora, sou ex-palhaço que tenta fazer freelancer, e fica diariamente atrás de um emprego. Ele sempre consegue, e no final é mandado embora, porque faz alguma merda”, diverte-se.
O comediante é um defensor do humor à brasileira. “Assistimos a cenas do Jacques Tati (ator e diretor francês), Charles Chaplin, Buster Keaton (ator britânico de comédias mudas), mas tem um borogodó nosso”, conta. “Tiro o humor do nosso dia a dia. E o nosso dia a dia é diferente do cotidiano do cara que mora na Rússia”.
Paulo salienta que suas histórias saem de situações cotidianas e que a riqueza mora nisso. “O programa é divertido, para a família. Isso é uma característica forte nos meus trabalhos. Faço sempre um humor que tiro do meu dia a dia. Vou à padaria, ao supermercado, ao shopping, e é nesses lugares que encontro meus personagens”, revela. “ ‘A Vila’ é um programa despretensioso. Não é uma coisa inovadora. É um formato parecido com o ‘Vai que Cola’, e isso foi totalmente intencional”, completa.
CRISE NA CULTURA
Para o ator, a cultura é muito desvalorizada. “Os patrocínios são voltados para outras coisas. Quando o país está em crise, as pessoas cortam teatro, cinema. O que estamos vivendo no teatro ou no cinema é reflexo do que estamos vivendo no Brasil”, opina.
Paulo ressalta que o artista vive de sonhos. “Tenho vontade de trabalhar com a Fernanda Torres, com a Regina Casé, de fazer mais cinema. Tenho vontade de ter filhos, de viver com muita saúde, viver do teatro para sempre. Tenho sempre novos projetos no teatro. A minha cabeça é um turbilhão de coisas. Não paro de pensar e de criar e isso me faz bem”, diz.
ÓCIO CRIATIVO
Ele conta que hoje consegue administrar bem seu tempo. “A gente que é ator e autor, principalmente, precisa do ócio criativo. Precisamos fazer nada para fazer tudo”, explica. “Já me dou ao luxo de viajar no meio da turnê. Vou fazer a turnê da peça (‘Minha Mãe É Uma Peça’) semana que vem e, entre uma cidade e outra, vou para as Ilhas Maldivas. Fui para Nova York mês passado. Em outubro, tenho viagem marcada para Tóquio. Então, já consigo equilibrar, descansar durante o meu trabalho”. (odia) 

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