PERSEGUIDOS, JUÍZES VENEZUELANOS SE REFUGIAM NA EMBAIXADA DO CHILE

COM EMBAIXADOR SUSPEITO DE LIGAÇÃO A MADURO, BRASIL NÃO É OPÇÃO PARA PERSEGUIDOS VENEZUELANOS
O MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO CHILE, HERALDO MUÑOZ, CONFIRMOU O REFÚGIO NA EMBAIXADA EM CARACAS.
Ameaçados pelo regime autoritário de Nicolas Maduro na Venezuela, dois juízes indicados pela Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição, se refugiaram na residência do embaixador chileno em Caracas. Um outro magistrado já se encontrava no local. Ao menos três magistrados do grupo de 33 já foram presos.
E embaixada do Brasil não é uma opção para os perseguidos pela polícia política de Maduro, porque o embaixador Ruy Carlos Pereira é acusado de ligações ao regime bolivariano que suprime liberdades e direitos dos venezuelanos, matando-os, inclusive. Em notas tímidas, o governo brasileiro condenou a eleição de domingo (30) para a Assembleia Nacional Constituinte e "instou" o governo venezuelano a soltar os líderes oposicionistas Leopoldo López e Antonio Ledezma, sequestrados em suas casas pela polícia política e levados a local ignorado. 
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, informou através do Twitter que Beatriz Ruiz e José Fernando Nunez chegaram à casa do embaixador "em busca de proteção". Muñoz disse ainda que ofereceu asilo a ambos, caso queiram.
Ruiz e Nunez são dois dos 33 juízes que a Assembleia Nacional empossou em uma espécie de Suprema Corte paralela, em desafio ao controle que o governo de Nicolás Maduro exerce sobre o órgão máximo da Justiça venezuelana.
A Suprema Corte, controlada por Maduro, declarou, então, que a decisão da Assembleia era “inconstitucional” e que os juízes estariam “usurpando do poder e traindo a nação”, caso tentassem exercer suas funções. (DP)

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