Série ‘Os Filhos da Pátria’ vai contar com humor como nasceu a corrupção no país

O enredo da minissérie de 12 episódios começa a partir do dia oito de setembro de 1822, ou seja, no primeiro dia da independência do Brasil de Portugal
Rio - Dinheiro na cueca, operação Lava Jato, impeachment. A história atual brasileira cria capítulos diários de corrupção. Mas e se isso não fosse um hábito moderno? Em ‘Os Filhos da Pátria’, criada pelo ator e roteirista Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, fica claro como a política do país nasceu num berço tortuoso moralmente. Família Bulhosa: Geraldinho (Johnny Massaro), Maria Teresa (Fernanda Torres), Geraldo (Alexandre Nero), Catarina (Lara Tremouroux)
O enredo da minissérie de 12 episódios começa a partir do dia oito de setembro de 1822, ou seja, no primeiro dia da independência do Brasil de Portugal. Acompanhando uma “tradicional família brasileira”, os Bulhosa, composta por Geraldo (Alexandre Nero), Maria Teresa (Fernanda Torres), Catarina (Lara Tremouroux) e Geraldinho (Johnny Massaro), o espectador vai ter a oportunidade de ver como o “jeitinho brasileiro” nasceu. Longe de maniqueísmos, a série mostra como a corrupção pode ser sedutora.
Em seu primeiro trabalho de humor na TV, Alexandre Nero disse que não sentiu dificuldade no papel. “Humor é muito minha praia. Para mim, humor é o que sobrevive a gente”, diz. E para Nero, a grande sacada da série foi ter criado um corrupto que não é bandido. “Sempre fazem dos bandidos personagens caricatos. Mas as pessoas são comuns. É um pai de família, que fala mil coisas maravilhosas, é íntegro. Mas por que ele se corrompe? Porque é fácil”, explica.
Outros papéis da sociedade muito em destaque nos dias de hoje, como a figura da feminista e do político boçal, estão presentes na trama. A filha do casal, Catarina, é contra as ordens maternas de procurar um marido para casar e, segundo a mãe, tem a audácia de querer trabalhar. “A Catarina é empoderada, ela só não sabe o nome, mas era totalmente feminista. Hoje, é impossível meus pais decidirem com quem eu namoro, mas na época era normal. E ela percebe que não precisa atender o desejo familiar de ser bela, recatada e do lar. Vê que o mundo não é só isso, é além”, conta Lara Tremouroux, cara nova na telinha.
A série já teve lançamento na internert: todos os capítulos estão disponíveis para assinantes do Globo Play. A estreia na TV está prevista para o dia 8 de setembro.
Criador da trama, Bruno Mazzeo explica que a ideia “é contar uma história da nossa história”. E projeto não deve parar por aí. Para o roteirista, o caminho até os dias de hoje ainda passa por outros momentos históricos do Brasil, como a Proclamação da República, a Era Vargas, a Ditadura Militar, entre outros. “Mas ainda não temos nada certo para a segunda temporada”, despista o autor. (odia)

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