Grupo italiano tem interesse em implantar projeto de geração de energia

Um dos representantes da multinacional italiana Engenharia Gallarati no Brasil, Ivan Montenegro, destacou, em audiência com o prefeito Fernando Gomes, em seu gabinete no Centro Administrativo Firmino Alves, que do ponto de vista da sustentabilidade econômica e ambiental, o projeto da usina de plasma a ser implantada em Itabuna deverá resolver o problema do lixo e zerar a poluição do rio Cachoeira, além de gerar energia. A contrapartida do município, de acordo com o representante da empresa, seria apenas a doação de uma área de cinco hectares para instalação da usina, com a perspectiva de que o investimento de R$ 200 milhões, devendo gerar R$ 8 milhões de impostos anuais para os cofres públicos, com uma receita superior a R$ 40 milhões e criando 40 empregos diretos.

Para o empresário Rajesh Kumar, a empresa opera 25 usinas em oito países da Europa e tem projetos similares em andamento nos municípios de Cascavel e Toledo, no Paraná. Disse ainda, que a unidade de Itabuna será inteiramente automatizada e deverá começar a operar 16 meses após o início das obras, o que será definido até o final do mês com a vinda do diretor da Gallarati ao Sul da Bahia. O projeto inclui além da geração de energia, com a queima do lixo não aproveitável, a reciclagem de 18 produtos de plástico, latas de cerveja, papelão, embalagens industriais e vidros.
A tecnologia segundo o empresário Otávio Campos e que também integra a representação da Gallarati no Brasil e tem mestrado em meio ambiente, a usina tem potencial para tratar qualquer tipo de resíduo sólido. As cinzas produzidas viram material inerte e podem ser usadas na fabricação de tijolos e asfalto, entre outros produtos. A usina também é também para ele uma alterniva para mitigar o impacto da poluição do rio Cachoeira.
O secretário de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente, John Nascimento, questionou sobre aspectos de viabilidade do projeto que exige a coleta de um total de 200 toneladas de lixo por dia para processamento, o que atualmente é produzido pelo município de Itabuna. Ele informou ainda, que secretaria também deve acompanhar no âmbito local o licenciamento e avaliação do impacto ambiental do projeto.

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