A CONFUSÃO É GERAL EM TODO O PAÍS IV

Por Ornan Serapião*
Viram quantas trapalhadas nesses últimos dias. Os homens de Brasília já não se entendem. Primeiro o Ministro Jucá disse que a votação da reforma da previdência estava transferida para o próximo ano. Veio o Planalto e disse que não. Fala o daqui, fala dali e o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia bateu o martelo: a reforma somente será votada no dia- pasmem, já agendou- 19.02.2018. Que loucura. É um disse daqui, disse dali  terrível para a população que vive atarantada com tanta confusão perpetrada pelo governo central. Como viu seu objetivo ir por água abaixo, o Presidente de 5% de popularidade, passou a atacar mais ainda os servidores públicos, como se esse fosse realmente o mal do Brasil e os aposentados. Não enxergou, ainda, onde realmente está o ROMBO FISCAL. Ele e seus seguidores, dão a reforma da previdência como se fosse a salvação da República. Reduzir os benefícios, dificultar o acesso à aposentadoria do serviço público para eles, representa cobrir o rombo fiscal que eles provocaram e o Brasil passará a viver em um mar de rosas em suas finanças. A esses que assim pensam não importa as falcatruas, os indiciamentos por roubo, as mãos das leis que os estão alcançando. Como se os privilégios estejam naqueles servidores concursados, que cumprem suas obrigações, que não metem a mão no dinheiro público, que para atingir seus objetivos tiveram que renunciar ao lazer, diferentemente de quem se torna profissional da política, que assume a cúpula do Planalto, no Senado e na Câmara e ali, esses sim, exercitam todos os tipos de privilégios, na forma de planos de saúde eternos, aposentadorias milionárias e o que é pior, o roubo, o assalto aos cofres públicos. Aí vem mais uma trapalhada: um desses, se não me engano o Presidente da Câmara disse enfaticamente: a reforma da previdência vai ser aprovada de qualquer jeito. Como é mesmo? Senhores deputados, vocês ouviram isso? Vão aceitar? E o outro disse que é simples: paga-se mais uma previdência privada, algo em torno de 600 reais  e terá e aposentadoria que quer, maior. VIXE. Aí entregou o ouro. Então, Presidente, a pretensão é fazer com que o servidor público que já paga 27,5% de imposto de renda, 11% de previdência, ainda leve uma parte dos seus ganhos para os banqueiros? A que ponto chega esses nossos "representantes". E o pior é que não há uma reação à altura de tanta arrogância, tanta afronta aos brasileiros. A própria imprensa sabe-se lá porque, passa dia e noite reprisando as orientações/falas do Planalto. Ou não estão enxergando ou... deixa pra lá. O fato é que os privilégios mais caros vêm lá de cima, não dos dedicados servidores públicos concursados. É preciso clareza nos objetivos políticos e respeito a quem manteve e mantém esse nosso Brasil ainda funcionando, mesmo com tanta corrupção de políticos.
*Ornan Serapião, é professor, servidor público federal aposentado e editor

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