Israel não tolerará escalada militar do Hamas, diz Netanyahu

Tensão entre palestinos e israelenses aumentou após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
O premiê israelense Benjamin Netanyahu discursa nesta quarta-feira (27) durante visita à base aérea de Hatzerim, no deserto Negev (Foto: JACK GUEZ / AFP)
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira (27) ao movimento islamita palestino Hamas que não tolerará uma "escalada" militar, e ameaçou recorrer a "todos os meios" para defender seu país, de acordo com a agência France Presse.
O primeiro-ministro fez o alerta após o aumento das tensões e da violência provocadas com a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
Desde o anúncio, no dia 6 de dezembro, 12 palestinos morreram durante confrontos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada, enquanto lançam foguetes do enclave palestino, controlado pelo Hamas, em direção ao sul de Israel sem deixar vítimas.
"Não permitiremos e não toleraremos nenhuma escalada por parte do Hamas e de outros componentes terroristas contra o Estado de Israel", afirmou o primeiro-ministro durante uma cerimônia em uma base aérea.
"Utilizaremos todos os meios para defender nossa soberania e a segurança dos cidadãos israelenses", advertiu Netanyahu.
Tensão crescente
Desde o anúncio do presidente Trump, manifestantes palestinos se reúnem às sextas-feiras em frente ao muro na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, o que dá lugar a lançamentos de pedras, aos quais soldados responderam com disparos.
Também há uma tensão crescente na Cisjordânia, onde nesta quarta-feira (27) dezenas de palestinos entraram em confronto com soldados israelenses, que lançaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes (assista ao vídeo acima).
O primeiro-ministro reafirmou que Israel "não permitirá às forças militares iranianas estabelecer bases na Síria para nos atacar".
Teerã, poderoso aliado do regime sírio de Bashar al Assad, envia à Síria "assessores militares" e "voluntários" para combater grupos rebeldes e extremistas. (G1)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.