Japão impõe novas sanções contra a Coreia do Norte

Comércio de commodities e o setor financeiro devem ser mais atingidos pelas novas medidas
Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe, durante coletiva de imprensa na sede do Partido Liberal Democrático, em Tóquio - 23/10/2017 (Behrouz Mehri/AFP)
O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira a imposição de novas sanções contra a Coreia do Norte. A lista de organizações e indivíduos alvo de congelamento de ativos agora inclui mais de 200 pessoas e entidades, incluindo várias da China.
As sanções somam-se a uma longa lista de medidas punitivas impostas por Tóquio sobre Pyongyang, que afetam empresas de diversos setores e a altos cargos do regime liderado por Kim Jong-un, assim como a circulação de cidadãos entre os dois países.
O comércio de commodities e o setor financeiro devem ser os setores mais atingidos pelas novas sanções, bem como a controversa prática de enviar norte-coreanos ao exterior para atuar com trabalho manual.
“A Coreia do Norte lançou um míssil balístico ICBM que caiu em nossa zona econômica exclusiva e continua a repetir comentários provocativos”, disse o porta-voz do governo, Yoshihide Suga. “Por isso, decidimos pelo congelamento de ativos para aumentar ainda mais a pressão”, acrescentou o secretário sobre o governo de Kim Jong-un.
O Japão já possui uma proibição geral de comércio com Pyongyang e não permite que navios norte-coreanos atraquem em seus portos.
Para o primeiro-ministro Shinzo Abe, as sanções já impostas estão surtindo efeito. “É possível que veremos mais provocações. Mas o importante é ceder a essas ameaças”, disse em um discurso nesta sexta. “A comunidade internacional deve continuar a coordenar e exercer pressão até que a Coréia do Norte mude suas políticas e busque negociações”, completou.
Ainda nesta sexta, o Japão presidirá uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, que busca uma resposta internacional para a recusa de Kim Jong-un em recuar no seu programa nuclear e de mísseis. (veja)

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