Justiça suspende demissões de professores da Estácio no país

Ministério Público alega que demissões foram discriminatórias, pois priorizou funcionários mais velhos
Estácio tem 72 horas para apresentar lista de demitidos (Estácio/Divulgação)
A juíza substituta Tallita Massucci Toleto Foresti, da 21ª Vara do Trabalho do Rio, suspendeu as 1.200 demissões de professores do Grupo Estácio em todo o país. A decisão liminar (provisória) foi dada em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio (MPT-Rio).
A decisão suspende todas as demissões até a conclusão do inquérito aberto pelo MPT-Rio para investigar as demissões na Estácio.
A juíza também fixa um prazo de 72 horas para que a universidade envie à Procuradoria as fichas funcionais de todos os profissionais dispensados. Outra liminar também determinava a mesma explicação, mas não foi atendida pelo Grupo.
De acordo com o MPT, as demissões discriminaram profissionais mais velhos. Numa lista de 104 dispensados, 81 deles têm entre 50 e 81 anos de idade, 18 possuem entre 40 e 49 anos e somente cinco têm menos de 40 anos.
Em nota, a Estácio afirmou que “confia no Poder Judiciário e está atuando para reverter essa decisão do Ministério Público do Trabalho”. Quando a Justiça suspendeu as demissões anteriormente, a universidade disse que “desconhecia qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.
Sobre as demissões, a Estácio informou que “promoveu uma reorganização em sua base de docentes” no fim do segundo semestre letivo. “O processo envolveu o desligamento de profissionais da área de ensino do grupo e o lançamento de um cadastro reserva de docentes para atender a possíveis demandas nos próximos semestres”.(veja)

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