Movimentos palestinos convocam 'dia de fúria' após decisão de Trump; palestinos morrem em protesto

Atos foram motivados pela decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel; jovem de 24 anos morreu após tentar jogar pedras em soldados israelenses.
Movimentos pró-palestina (Hamas, Fatah e Jihad Islâmica) convocaram nesta sexta-feira (22) um 'dia de fúria' em resposta à decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, informa a Reuters. Em protestos na faixa de Gaza, dois palestinos foram mortos por soldados israelenses.
Segundo a agência Efe, há protestos nas cidades de Zarqa, Karak, Tafila e Aqaba. A Reuters informa que a tracional reza na mesquita de Al-Aqsa se transformou em um protesto e 45 mil pessoas compareceram.
Nos protestos na faixa de Gaza, Zakareya Kafarna, de 24 anos, foi atingido por disparos de soldados israelenses. Ele teria sido morto após tentar jogar pedras nos soldados junto com dezenas de outros jovens palestinos.
As informações são de Ashraf al Qedra, porta-voz do Ministério de Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Detalhes sobre a outra morte não foram imediatamente divulgados pelo órgão.
Durante o mesmo protesto, outras seis pessoas ficaram feridas - uma delas em estado gravíssimo -, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave palestino, informou a France Presse.
Segundo a agência de notícias AFP, são agora dez palestinos mortos em protestos desencadeados desde a decisão americana anunciada em 6 de dezembro sobre o status de Jerusalém.
O Hamas, que controla a faixa de Gaza, elogiou a votação da Assembleia Geral da ONU de quinta (21). Em votação, mais de 120 países-membros decidiram rejeitar decisão de Trump sobre Jerusalém.
ONU condena decisão dos EUA
Na última quinta-feira (21), a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, por ampla maioria, uma resolução que condena o reconhecimento por Washington de Jerusalém como a capital de Israel.
Dos 193 países membros, 128 votaram a favor dessa resolução, incluindo o Brasil, e 9 contra. Argentina, Austrália, Canadá, Croácia, Colômbia, Hungria, Letônia, México, Filipinas, Panamá, Paraguai, Polônia, República Tcheca foram alguns dos 35 países que se abstiveram.
Resultados dos votos sobre Jerusalém são vistos em placar no salão da Assembleia Geral da ONU, na sede da organização em Nova York, na quinta-feira (21) (Foto: Eduardo Munoz Alvarez/AFP)
Serviço de emergência transporta palestino que foi baleado pela polícia israelense depois de atacar agentes no dia 15 de dezembro, em Ramallah (Foto: Nasser Nasser/ AP Photo)
Decisão de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe proclamação que reconhece Jerusalém como capital de Israel no dia 6 de dezembro na Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque/ Reuters)
No dia 6 de dezembro, Trump anunciou que reconhece Jerusalém como capital de Israel e que pediu ao Departamento de Estado que inicie o processo de transferir para lá a embaixada americana atualmente instalada em Tel Aviv.
O anúncio foi feito um dia após diversos apelos da comunidade internacional para que a decisão não fosse tomada. O reconhecimento da cidade como capital é considerado polêmico, uma vez que os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo.
A decisão unilateral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de romper com décadas de diplomacia americana e internacional tem causado numerosas manifestações, deixando centenas de feridos e dezenas de detidos. (G1)
EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Arte/G1)

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