ONU impõe novas sanções contra a Coreia do Norte

Medidas tiveram o apoio de China e Rússia e atingem principalmente a importação de petróleo
Protestos contra o ditador Kim Jong-un na Coreia do Sul (Jung Yeon-Je/AFP)
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votou por unanimidade por reduzir a quantidade de petróleo bruto e refinado que a Coreia do Norte pode importar, uma retaliação ao mais recente lançamento de mísseis balísticos intercontinentais do país, ocorrido em 29 de novembro. Parceiros comerciais do regime norte-coreano, China e Rússia também votaram pelas sanções.
A medida restringe cerca de 90% da importação de petróleo por Pyongyang, matéria-prima que, segundo a ONU, é vital para os programas militar e nuclear do regime de Kim Jong-un. Com a resolução, a Coreia do Norte poderá importar até 4 milhões de barris ao ano e terá seu acesso a derivados como diesel e querosene limitado a 500 mil barris ao ano.
A resolução do Conselho de Segurança também exige que os países expulsem os norte-coreanos que trabalham em seu território num prazo de 24 meses – atingindo assim as remessas enviadas a Pyongyang por trabalhadores que recebem no exterior em moeda estrangeira. Além disso, demanda a apreensão de navios que estejam contrabandeando mercadorias para a Coreia do Norte. Os EUA recentemente identificaram dez navios que estariam ajudando a Coreia do Norte a driblar as sanções.
Os Estados-membros da ONU são obrigados a informar trimestralmente ao Comitê de Sanções do órgão a quantidade de petróleo bruto fornecido à Coreia do Norte. (veja)

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