Presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera diz que irá formar gabinete amplo

Piñera tomou café com a atual presidente chilena, Michelle Bachelet.
Presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, participa de coletiva de imprensa em Santiago, no Chile, nesta segunda-feira (18) (Foto: Rodrigo Garrido/ Reuters)
O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta segunda-feira (18) que irá trabalhar para formar um "gabinete amplo, de continuidade e mudança", à medida que busca assumir um tom conciliatório, um dia após derrotar com grande vantagem o candidato de centro-esquerda, Alejandro Guillier.
Piñera, que tomou café com a atual presidente chilena, Michelle Bachelet, também de centro-esquerda, afirmou que ela confirmou o plano de enviar um projeto de lei para revisar a Constituição da era de ditadura do Chile antes do fim de seu mandato, em março. Piñera disse que concorda em "aperfeiçoá-la, mas em um clima de unidade", de acordo com a Reuters.
Representante da coalização de centro-direita "Vamos Chile", Piñera venceu o segundo turno das eleições presidenciais chilenas deste domingo (17). Ele conseguiu 54,58% dos votos, derrotando Alejandro Guillier, que teve 45,42%. Guillier reconheceu uma "dura derrota" e parabenizou Piñera pela vitória.
Piñera era visto como o favorito durante a campanha presidencial. No entanto, obteve apenas 36,64% dos votos no primeiro turno - quando Guillier conquistou 22,7% - e a disputa ficou mais acirrada para esta segunda votação.
A vantagem sobre Guillier resultou maior do que o esperado. As últimas pesquisas eleitorais apontavam um empate técnico.
Sebastián Piñera comemora vitória no segundo turno presidencial ao lado de sua mulher Cecilia e diante de apoiadores neste domingo (17) em Santiago, no Chile (Foto: Ivan Alvarado/ Reuters)
Estudos e consultorias
Nascido em Santiago em 1949 em uma família de classe média, Sebastián foi o terceiro dos cinco filhos de Magdalena Echenique e José Piñera, um engenheiro e diplomata que participou da fundação da Democracia Cristã.
Piñera se formou em Engenharia Comercial na Universidade Católica do Chile e cursou mestrado e doutorado em Economia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde também foi professor assistente. Também deu aula em universidades chilenas.
Foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial e trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal).
Raio-X do Chile (Foto: Arte G1)
Carreira de empresário
Na década de 1970 Piñera funda sua primeira empresa, a construtora Toltén, vendida mais tarde por US$ 2 milhões, segundo o jornal “El Mercúrio”. Em 1978 o empresário conseguiu a representação no Chile para os cartões de crédito Visa e Mastercard e, então, criou o Bancard.
Foi gerente-geral dos bancos Talca e Citicorp-Chile, presidente da Apple no Chile e acionista de algumas empresas, entre elas a Lan Chile (agora Latam, após a fusão com a brasileira TAM). Em 2004, comprou a TV Chilevisión e foi o maior acionista da empresa controladora do time de futebol Colo-Colo.
Carreira política
Piñera ingressou na carreira política em 1990, quando foi eleito senador e, depois de eleito com uma candidatura independente, ingressou no partido Renovação Nacional. Em 1993, o partido o considerou lançar como candidato presidencial, o que não ocorreu por causa do escândalo conhecido como “Piñeragate”. Nele, Piñera foi pego em escutas telefônicas pedindo para que fosse privilegiado em um debate.
Foi candidato presidencial em 2005, após presidir o partido entre 2001 e 2004, mas perdeu no segundo turno para Michelle Bachelet com 46,5% dos votos. Em 2009 foi novamente candidato presidencial, sendo eleito no ano seguinte com 51,61% dos votos contra o ex-presidente Eduardo Frei. (G1)

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