Secretário dos EUA alerta para ‘tempestades’ sobre a Coreia do Norte

Jim Mattis afirmou que os soldados americanos devem estar prontos para agir ao lado dos diplomatas
O ditador norte-coreano Kim Jong Un observa o teste-fogo com o míssil balístico intercontinental Hwasong-14 em imagem divulgada pela Agência de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) em Pyongyang - 04/07/2017 (KCNA/Reuters)
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, alertou mais uma vez para o futuro perigoso do conflito com a Coreia do Norte. “Tempestades estão se formando sobre” a Península da Coreia, disse.
Em um evento do Exército americano, em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Mattis também lembrou os soldados americanos de sua importância neste momento de tensão nuclear. Porém, ressaltou mais uma vez que as demonstrações de força militar devem ser acompanhadas pela diplomacia.
“Meus jovens soldados, a única maneira de os diplomatas falarem com as autoridades e serem levados a sério é se vocês estiverem prontos para ir”, afirmou o secretário na sexta-feira.
O discurso de Mattis seguiu a imposição pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de mais um pacote de sanções contra a Coreia do Norte. A medida é uma retaliação ao mais recente lançamento de mísseis balísticos intercontinentais do país, ocorrido em 29 de novembro.
As sanções restringem cerca de 90% da importação de petróleo por Pyongyang, matéria-prima que, segundo a ONU, é vital para os programas militar e nuclear do regime de Kim Jong-un. Parceiros comerciais dos norte-coreanos, China e Rússia também votaram pelas sanções.
O presidente Donald Trump tem feito constantes ameaças sobre uma provável ação militar contra os norte-coreanos. A intimidação parece ter dois propósitos: convencer a Coreia do Norte a entrar em negociação sobre seu programa nuclear e motivar russos e chineses a pressionarem ainda mais Pyongyang para evitar uma guerra na região.
Para os militares, o foco tem sido garantir que os soldados estejam prontos para uma futura convocação. Em Fort Bragg, Mattis recomendou que as tropas se informem sobre a Guerra da Coreia, da década de 1950. “Saber o que deu errado da última vez é tão importante quanto conhecer suas próprias limitações”, afirmou. “Vocês devem estar preparados”. (veja)

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