COLLOR ANUNCIA QUE É PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

EX-PRESIDENTE QUER VOLTAR AO PLANALTO 25 ANOS APÓS IMPEACHMENT
COLLOR GOVERNOU O PAÍS ENTRE 1990 E 1992, ANO EM QUE SOFREU IMPEACHMENT (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) anunciou nesta sexta-feira, 19, em Arapiraca, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições gerais de outubro deste ano. O anúncio foi feito em entrevista a uma rádio e em evento partidário do município do Agreste de Alagoas, 25 anos após ter sido alvo de processo de impeachment.
Ao confirmar a pré-candidatura, Collor afirmou que vive um dos momentos mais importantes de sua vida pessoal. E disse que o assunto será tratado na convenção de seu partido, o antigo PRN, pelo qual se lançou candidato em 1989. 
"Hoje, a minha decisão está tomada: sou, sim, pré-candidato à presidência da República", afirmou o senador alagoano, ao lado da ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTC).
Na entrevista ao radialista Isve Cavalcante, Collor afirmou que existe um “vácuo” entre os possíveis concorrentes ao Planalto, com Lula na extrema esquerda e Jair Bolsonaro na extrema direita. 
"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida", afirmou.
TRAJETÓRIA
Apelidado de 'caçador de marajás', Collor venceu em 1989 a primeira eleição direta após a redemocratização do País, derrotando vários candidatos, entre eles Leonel Brizola (PDT), Ulysses Guimarães (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem disputou o segundo turno.
Ele comandou o país entre 1990 e 1992, quando renunciou à Presidência em 29 de dezembro, antes mesmo que o processo de impeachment fosse aprovado. Depois, o Congresso Nacional julgou Collor culpado pelo crime de responsabilidade e cassou seus direitos políticos, tornando-o inelegível durante oito anos. Tentou concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2000, mas foi impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 2002, disputou o governo do Estado de Alagoas e foi derrotado pelo então governador Ronaldo Lessa. Em 2006, foi eleito senador do Estado e, em 2010, tentou novamente ser eleito governador e perdeu a eleição para Teotônio Vilela Filho (PSDB). Collor foi reeleito senador por Alagoas em 2014, com 55,69% dos votos válidos.(DP)

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