Colômbia suspende negociações com rebeldes do ELN após ataques

Governo e guerrilha negociam paz desde fevereiro de 2017
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, discursa durante encontro em Cundinamarca - 29/01/2018 (Presidência da Colômbia/Reuters)
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, suspendeu as conversações de paz com o grupo rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN), depois que uma série de atentados com bomba no fim de semana matou sete pessoas e deixou dezenas feridas.
O governo e o ELN estavam negociando desde fevereiro de 2017 para encerrar uma guerra de cinco décadas. Os rebeldes lançaram ataques a bomba em três instalações da polícia em todo o país no sábado e no domingo.
“Minha paciência e a paciência do povo colombiano têm seus limites e tomei a decisão de suspender o início do quinto ciclo de negociações programado para os próximos dias, até vermos a coerência entre as palavras do ELN e suas ações”, disse Santos em um evento perto de Bogotá.
Cinco policiais morreram e mais de 40 ficaram feridos em uma explosão na cidade portuária de Barranquilla na manhã de sábado.
Mais dois agentes morreram e um ficou ferido pouco antes da meia-noite de sábado na província rural de Bolívar, e o terceiro ataque aconteceu apenas quatro horas depois na cidade de Soledad, deixando cinco policiais e um civil feridos.
“A autoria dessas terríveis ações está no comando do Exército de Libertação Nacional”, disse mais cedo o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, acrescentando que a violência coloca em dúvida se o grupo quer ou não paz.
O ELN e o governo têm realizado negociações formais de paz por quase um ano, e os dois lados concordaram em iniciar seu primeiro cessar-fogo em outubro. Entretanto, a guerrilha lançou uma nova ofensiva quando o cessar-fogo chegou ao fim neste mês, matando membros das forças de segurança do país, explodindo grandes oleodutos e realizando um sequestro. (veja)

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