Confira o edital de seleção com 708 vagas para IHBDF

Vagas são para enfermeiros, anestesistas, médicos e técnicos em enfermagem. Inscrições começam na terça (23/1)
O edital do processo seletivo simplificado para a contratação de 708 novos funcionários para o Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF) foi publicado no início da noite desta sexta-feira (19/1). São 128 postos para enfermeiros, 477 de técnicos de enfermagem, 27 anestesias, 20 médicos de trauma, oito clínicos médicos, 40 emergenciais e oito nefrologistas. Os próprios servidores da unidade podem participar do processo. A informação é do portal mertró
Será admitida a inscrição somente via internet, solicitada neste link, no período entre as 10h de terça (23/1) e as 18h de 5 de fevereiro. Para conferir a íntegra do documento, clique aqui.
Com o novo modelo de gestão, os funcionários serão contratados no regime CLT (celetista). Ou seja, não serão servidores públicos com direito à estabilidade. Os salários, para jornada de 20 horas semanais, variam de R$ 1.341 a R$ 8.050.
Mas o edital faz uma ressalva: “A carga horária e o salário poderão ser ajustados proporcionalmente, conforme o interesse e a conveniência do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, de acordo com o regime estabelecido na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT)”. Se um médico cumprir jornada semanal de 40h, o vencimento pode chegar a R$ 16 mil.
A escolha será feita em duas etapas por banca organizadora reconhecida na capital: o Cebraspe (Cespe/UnB). Pelo cronograma, as provas – geral e técnica – devem ser aplicadas em 25 de fevereiro. A contratação está prevista para a última semana de março.
Taxas
As taxas serão de R$ 45 para o cargo de técnico de enfermagem; R$ 65, para o de enfermeiro; e de R$ 120 para o de médico.
O diretor do Instituto, Ismael Alexandrino, disse que este é o primeiro processo do ano, mas que outros 300 profissionais devem ser contratados até o fim de 2018: “Em 30 ou 60 dias devemos fazer outro processo para as áreas assistenciais e administrativas”.
Dos 708, 495 substituirão os servidores que pediram remanejamento e os outros 213 trabalharão para a abertura de leitos fechados no maior hospital da rede pública do DF. De acordo com o Secretário Adjunto de Assistência à Saúde, Daniel Seabra, o objetivo é evitar gastos com horas extras, completar as escalas do pronto socorro, aumentar o número de cirurgias eletivas (marcadas) e a reabertura de leitos bloqueados. Segundo ele, atualmente há 117 leitos fechados, 10 desses são de UTI.
O IHBDF entrou em funcionamento em 12 de janeiro com uma meta ambiciosa para 2018: aumentar a produtividade em 20%, a partir da média dos últimos três anos. Para isso, vai contar com um quadro de pessoal formado por servidores que ficaram na unidade (85%) e novos profissionais.
Nova gestão
Com a mudança, processos como compra de medicamentos, contratação de pessoal e manutenção de equipamentos serão mais rápidos. O orçamento, porém, deverá ser o mesmo: R$ 602 milhões. Pelos cálculos do GDF, a folha de pagamento, contando os antigos servidores e os novos contratados via CLT, será de R$ 450 milhões. Devem ser realizadas ao menos 290.193 consultas médicas especializadas e 9.223 cirurgias. O Conselho de Administração promete mais e quer reabrir, neste primeiro semestre, 117 leitos.
Isamel Alexandrino, diretor-presidente do IHBDF, explicou que nos moldes comuns, a burocracia atrasa compras e contratações, afetando a oferta de serviço. “O novo processo é bem mais simplificado. Eu não tenho qualquer dúvida que o nosso instituto prestará um trabalho muito melhor à população”, defende.
O hospital continuará com o mesmo escopo de atendimento: público e gratuito, segundo Ismael Alexandrino. Sobre a admissão de novos profissionais e aquisição de insumos, ele afirmou que, na verdade, haverá mais rigor. “No concurso, você faz uma prova e entra. No nosso modelo, estão previstas ao menos duas etapas diferentes. Todas as ações serão publicizadas.”
Divergência
Os sindicatos que representam os servidores, entre eles o SindSaúde e o SindMédicos, são contra o modelo de gestão. Na avaliação das duas entidades, trata-se de um projeto que vai entregar a principal unidade da saúde pública à terceirização.
O Instituto Hospital de Base tem personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública. A entidade é gerida pelo Conselho de Administração, formado por 11 integrantes, e que tem como presidente nato o secretário de Saúde. Apesar dos questionamentos, a Justiça referendou a lei que criou a instituição.
Também integram o colegiado cinco representantes indicados pelo GDF, um da Fundação Oswaldo Cruz, um pelo Conselho de Saúde, um representante das entidades civis que já atuam no hospital, um nome indicado pelos servidores de nível superior da unidade e um da Câmara Legislativa.

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