Coreias do Sul e Norte aceitam dialogar pela 1ª vez em dois anos

Encontro ocorrerá em Panmunjom, localidade da fronteira situada na Zona Desmilitarizada que divide a península coreana.
A Coreia do Norte aceitou nesta sexta-feira (5) a proposta de Seul para a realização de conversações na próxima semana, informou o ministério sul-coreano da Unificação, encarregado das relações com Pyongyang. Os diálogos intercoreanos estavam interropidos desde 2015.
"A Coreia do Norte nos enviou um fax esta manhã dizendo que aceita a proposta do Sul para conversações no dia 9 de janeiro", disse à AFP um funcionário do ministério.
O encontro ocorrerá em Panmunjom, localidade da fronteira situada na Zona Desmilitarizada que divide a península coreana.
O porta-voz do Ministério da Unificação, Baek Tae-Hyun, declarou à imprensa que as negociações se concentrarão principalmente nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, entre 9 e 25 de fevereiro, e na "questão da melhoria das relações intercoreanas".
O diálogo chega após dois anos de aumento da tensão na península, durante os quais a Coreia do Norte realizou três testes nucleares e multiplicou os lançamentos de mísseis.
A Coreia do Norte afirma ter alcançado seu objetivo militar de ser capaz de lançar um ataque nuclear contra o conjunto do território continental americano.
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, advertiu em seu discurso de Ano Novo que tem um botão nuclear em seu gabinete, mas ao mesmo tempo estendeu a mão ao sul, ao afirmar que Pyongyang poderá enviar sua equipe aos Jogos de Inverno.
Discurso de Ano Novo de Kim Jong-Un é transmitido em televisão na Coreia do Sul (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)
Seul respondeu propondo a realização de discussões de alto nível no dia 9 de janeiro. Na quarta-feira (3), as duas Coreias restabeleceram posteriormente sua conexão telefônica, suspensa desde 2016.
Na quinta-feira, os presidentes sul-coreano, Moon Jae-In, e americano, Donald Trump, concordaram em adiar os exercícios militares previstos para após os Jogos de Inverno. (G1)
Ministro sul-coreano da unificação, Cho Myoung-gyon, em entrevista nesta terça-feira (2) (Foto: Ahn Young-joon/ AP)

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