Dylan Farrow, filha de Woody Allen, fala sobre abuso que sofreu do pai aos 7 anos de idade

'Eu estou dizendo a verdade', afirmou a escritora durante gravação de entrevista para o programa 'CBS This Morning'.
Woody Allen e Dylan Farrow (Foto: REUTERS/Brendan McDermid / Reproduão/Instagram)
Dylan Farrow, filha de Woody Allen, concedeu sua primeira entrevista para a TV falando sobre as acusações de assédio sexual que fez contra seu pai. Ao programa "CBS This Morning", ela relatou o abuso sofrido quando ela tinha 7 anos de idade e também discutiu o movimento Time’sUp em Hollywood.
"Eu sou confiável e eu estou dizendo a verdade, e acho que é importante que as pessoas percebam que uma vítima, uma acusadora, importa. E que são suficientes para mudar as coisas", disse Dylan Farrow em trecho da entrevista gravada na segunda-feira (15), em sua casa, em Bridgewater, Connecticut, nos Estados Unidos. A entrevista completa com Dylan será transmitida pela emissora nesta quinta-feira (18).
Farrow foi adotada por Woody Allen e Mia Farrow em 1992. O diretor já negou repetidas vezes as acusações de abuso. Em dezembro, ela falou sobre o caso em um editorial para o Los Angeles Times e questionou o motivo de seu pai ter sido poupado após as acusações do escândalo envolvendo o diretor Harvey Weinstein e o movimento #MeToo.
“Por que Harvey Weinstein e outras celebridades acusadas estão sendo banidas de Hollywood, enquanto Allen recentemente garantiu um contrato milionário com a Amazon? O sistema funcionou para Harvey Weinstein por décadas. E continua funcionando para Woody Allen”, afirmou Dylan.
No memso artigo, ela relatou o abuso. “Há muito tempo eu mantenho que quando eu tinha 7 anos de idade, Woody Allen me levou para o sótão, longe da babá que estava instruída a nunca me deixar sozinha com ele. Então ele abusou sexualmente de mim. Eu disse a verdade para as autoridades, e eu tenho dito isso, sem alterações, por mais de 20 anos”, escreveu.
Nesta terça-feira (16), o ator Alec Baldwin expressou apoio a Woody Allen em um momento em que cada vez mais figuras da indústria do entretenimento buscam se distanciar do diretor, como parte de uma campanha contra o assédio sexual.
Baldwin, que atuou em três filmes de Woody Allen, disse no Twitter que a renúncia ao diretor e seu trabalho é "injusta e triste para mim". O ator acrescentou que trabalhar com Allen foi "um dos privilégios da minha carreira". (G1)

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