EUA impõem sanções a empresas que apoiam regime iraniano

Decisão americana congela propriedades e ativos das entidades nos Estados Unidos
Mísseis balísticos iranianos Sejjil e Qadr-H em exibição na Praça Baharestana em Teerã (Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images)
Os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira sanções a cinco empresas sediadas no Irã, acusadas de participar no programa de mísseis balísticos de Teerã. As companhias terão ativos e propriedades americanas bloqueadas e não poderão negociar com outras entidades nos EUA.
Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, as sanções têm como objetivo impedir que essas empresas continuem envolvidas com o programa de mísseis iraniano. Para o americano, o governo do presidente Hassan Rohani tem priorizado seu desenvolvimento balístico sobre o bem-estar econômico do povo iraniano.
As cinco entidades afetadas – o Centro de Pesquisas Shahid Eslami, Indústrias Shahid Kharrazi, Indústrias Shahid Moghaddam, Indústrias Shahid Sanikhani e Indústrias Shahid Shustari – são subordinadas ao Grupo Industrial Shahid Bakeri, que já foi sancionado pelos americanos anteriormente.
As sanções congelaram propriedades e bloqueiam ativos que as entidades tenham nos Estados Unidos e proíbem empresas e indivíduos americanos de negociarem com elas. Também impedem o acesso das companhias ao sistema financeiro dos Estados Unidos.
O secretário do Tesouro vinculou a decisão americana aos protestos recentes contra o governo, argumentando que o Irã deveria gastar mais no bem-estar público do que em armas proibidas.
Distúrbios populares eclodiram no Irã no mês passado e sabe-se que pelo menos 21 pessoas morreram nos confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança da república islâmica.
Como contrapartida, milhares de pessoas voltaram a protestar nesta quinta-feira a favor do regime no Irã, um dia depois de as autoridades proclamarem “o fim da insurreição”, como denominavam o movimento opositor. (veja)

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