Maduro promete eleições presidenciais neste ano na Venezuela

Negociações entre regime chavista e líderes da oposição continuam nesta sexta-feira na República Dominicana
Maduro esperava que os delegados do governo e os da oposição tivessem conseguido um "acordo primário" (Marco Bello/Reuters)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se comprometeu na quinta-feira (11) a dar garantias plenas para a realização de eleições presidenciais neste ano. Ele atende a uma exigência feita pela coalizão oposicionista em reunião com integrantes do governo venezuelano na República Dominicana. Maduro disse também que seus negociadores têm instruções de avançar na reunião com os opositores em acordos para a defesa nacional, para a economia e para a proteção dos direitos econômicos e sociais dos venezuelanos.
Madurou falou durante evento no palácio do governo, em Caracas. O presidente venezuelano indicou que esperava que os delegados do governo e os da oposição tivessem conseguido um “acordo primário” na reunião, iniciada na quinta na capital dominicana. O terceiro encontro se iniciou em Santo Domingo, com a presença do presidente dominicano, Danilo Medina, do ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, e os chanceleres de México, Chile, Paraguai, Bolívia e Nicarágua.
Reivindicações
Segundo o jornal venezuelano El Nacional, os representantes da oposição que participam das negociações propuseram alterar a composição do Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pelo calendário eleitoral e pela realização do pleito. A oposição sugeriu que dois membros do conselho fossem apontados pelos chavistas, dois fossem apontados pelos partidos de oposição e o quinto integrante fosse escolhido de comum acordo entre as duas partes. Eles criticaram o fato de que o conselho, que deveria ser independente, tem estado alinhado ao regime.
A oposição fez outras exigências: que os partidos Ação Democrática, Justiça Primeiro e Vontade Popular voltassem à legalidade. Os partidos foram banidos pela Assembleia Nacional Constituinte (controlada pelo regime) por boicotarem as últimas eleições municipais. Os oposicionistas pediram ainda respeito à Assembleia Nacional, onde têm maioria; a abertura de um canal humanitário para o recebimento de alimentos e remédios; o fim das inabilitações políticas de líderes da oposição e a liberação de todos os presos políticos.
O deputado Juan Andrés Mejía, do partido Vontade Popular, afirmou ao El Nacional que o governo de Maduro não tem mostrado interesse em atender às exigências. “Tenham certeza, se esta negociação falhar, saibam que este partido sairá às ruas defendendo os direitos do povo” alertou Mejía. Em 2017, uma onda de protestos contra o regime de Nicolás Maduro deixou mais de cem mortos.(veja)

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