Robô captura novas imagens de reator nuclear danificado de Fukushima, no Japão

Empresa introduziu uma câmera no interior de um dos três reatores, como parte das obras para seu desmantelamento; processo levará décadas e custará quase € 160 bilhões.
Imagem da estrutura de um sistema de segurança danificado na usina nuclear de Fukushima, no Japão (Foto: International Research Institute for Nuclear Decommissioning/AP)
O operador da central nuclear japonesa de Fukushima, devastada por um tsunami em 2011, divulgou novas imagens do interior de um dos reatores danificados e, nelas, vê-se fragmentos de metal e o que pode ser combustível nuclear fundido.
A Tokyo Electric Power (Tepco) introduziu uma câmera especial no interior de um dos três reatores danificados da central do nordeste do Japão, como parte das obras empreendidas para seu desmantelamento, relatou um porta-voz da companhia.
Parte da plataforma que rompeu e caiu da estrutura do reator no interior da usina nuclear de Fukushima, no Japão (Foto: International Research Institute for Nuclear Decommissioning/AP)
Difundidas na noite de sexta-feira (19), as imagens mostram escombros espalhados pelo chão, incluindo fragmentos parecidos com rochas que poderiam conter combustível nuclear fundido.
A localização dos restos de combustível é uma etapa crucial do processo de desmantelamento da central, que levará décadas e custará quase € 160 bilhões.
O nível extremamente elevado de radiações dificulta muito a inspeção do local. A Tepco tenta minimizar esse obstáculo com a ajuda de câmeras robotizadas.
De acordo com o porta-voz da Tepco, a primeira retirada de restos radioativos deve acontecer em 2021.
Terremoto de 2011
Em 11 de março de 2011, um forte terremoto deflagrou um tsunami que varreu a costa nordeste do Japão, deixando 18 mil mortos, ou desaparecidos, e provocando em Fukushima o pior acidente nuclear desde o registrado em Chernobyl, em 1986. (G1)

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