VIOLÊNCIA - Colegas universitários pedem doações de sangue para a jovem Larisse Isídio.

Estudante de 21 anos foi vítima de bala perdida, enquanto se divertia na praia. Internada na UTI seu quadro é considerado estável, mas muito grave.
Os alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC-Rio estão promovendo uma campanha de doação de sangue para a jovem Larisse Isídio da Silva, de 21 anos, que está internada no Hospital Lourenço Jorge desde o domingo (21), quando ela foi atingida por um tiro no abdômen.
O pedido é, principalmente, por sangue do tipo O. Ainda no domingo, ela foi submetida por uma cirurgia de alta complexidade. O estado de saúde da jovem é que ela segue em estado grave, mas estável. Não há previsão de alta. Em uma rede social, Larisse se definiu como uma jovem sonhadora de origem humilde, que estudou em escola pública e conquistou bolsas em um colégio particular e na universidade, onde estuda Engenharia Química. Assista a reportagem:
Criminoso em fuga atirou, diz policial
Em entrevista, o policial militar contou que estava na areia da praia com a família quando o suspeito sentou ao lado dele e apontou a arma pedindo o cordão. “Eu achei que era uma arma de brinquedo porque estava meio descascada. Ele arrancou meu cordão, tentou puxar meu anel. Ele também tentou pegar a bolsa que estava com a minha mãe e ela começou a gritar. Eu puxei a bolsa e corri atrás dele”, contou o policial, que preferiu não se identificar. O PM, que estava de folga, disse ainda que não houve troca de tiros e que, no momento em que correu atrás do criminoso, ele virou para trás e soltou uma “rajada” com a arma. Um dos disparos acabou atingindo a jovem de 21 anos. “Tinha um outro cara de moto esperando ele. Não teve troca de tiro. À praia estava cheia, eu estava com a minha família. Eu corri atrás porque pensei que a arma fosse de brinquedo”, explicou.
Namorado pede orações
Os estudantes Larisse Isídio da Silva, de 21 anos, e Elizaldo Severino de Sousa Junior, de 26, foram para a Praia da Reserva aproveitar o domingo de calor. O casal estava na areia, na altura do Posto 8, quando começou uma correria. Com medo, eles tomaram a direção do calçadão. De repente, ouviram um barulho de tiro e se abaixaram. Quando se levantou, Elizaldo percebeu que sua namorada havia sido atingida na barriga. “Achamos que era um arrastão. Foi tudo muito rápido. A gente nem viu o que aconteceu. Vimos as pessoas correndo e ouvimos o tiro. Só depois percebi que a Larisse estava baleada. Ela já foi operada, mas fomos informados que a situação dela é gravíssima. A família está muito abalada, agora só nos resta rezar”, conta Elizaldo.
Segundo a polícia, o tiro foi disparado por um criminoso que tentou assaltar um policial militar que estava de folga na areia, com a família. De acordo com o delegado Marcus Neves, da 16ª DP (Barra da Tijuca), o PM reagiu ao assalto e o criminoso, que estava com uma pistola equipada com um kit rajada, fez uma série de disparos. O assaltante conseguiu se desvencilhar do policial — um soldado lotado no 21º BPM (São João de Meriti) —, levou um cordão e sua aliança. Ele e um comparsa, que o esperava de moto na Avenida Lúcio Costa, conseguiram fugir. Larisse foi encaminhada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, onde foi operada. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o estado da jovem é grave. Larisse cursa Engenharia Química na PUC-Rio. Larisse, cuja família é oriunda do Rio Grande do Norte, tem bolsa de 100% na faculdade. Há um ano, a jovem saiu da casa dos pais, em Inhaúma, na Zona Norte, e passou a morar próximo à universidade, na Zona Sul. Para pagar o aluguel, ela passou a vender doces na faculdade. “Tive essa ideia de fazer algo que juntasse o útil ao agradável, já que amo cozinhar e preciso ganhar dinheiro para pagar todos os custos que agora tenho”, escreveu a jovem em seu perfil no Facebook. G1, Extra e R7/BDM.

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