Americanos creem que Trump não trabalha para impedir tiroteios

Pesquisa aponta que mais da metade da população acredita que o presidente não está fazendo o suficiente para evitar assassinatos em massa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realiza uma reunião sobre comércio com membros do Congresso na Casa Branca em Washington - 13/02/2018 (Kevin Lamarque/Reuters)
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira revelou que 62% dos americanos consideram que nem o presidente Donald Trump nem o Congresso fazem o suficiente para prevenir tiroteios em massa no país.
A pesquisa, elaborada para o jornal The Washington Post e a emissora ABC, indica que a maioria dos entrevistados considera que Trump não está tomando as medidas apropriadas para impedir massacres como o ocorrido na semana passada em uma escola na Flórida.
A rejeição é ainda maior ao trabalho do Congresso, que segundo 77% dos americanos consultados pelo levantamento não tem trabalhado o suficiente para solucionar a questão.
No entanto, a maioria dos consultados (58%) ressaltou que a principal causa desses tiroteios massivos é a incapacidade para identificar e tratar doenças mentais. Por outro lado, apenas 28% apontaram como responsável as frágeis leis de controle ao acesso de armas.
A pesquisa, realizada com 808 adultos de 15 a 18 de fevereiro, tem uma margem de erro de 4%.
Ontem, Trump deu um pequeno passo para um possível reforço do controle de armas ao indicar que apoia um projeto de lei sobre o assunto, que tentaria aumentar a eficácia da base de dados nacionais sobre antecedentes criminais e assim impedir que pessoas incluídas nessa lista possam comprar armas.
Em seu discurso à nação após o massacre, o presidente americano prometeu “encarar o difícil problema da saúde mental” e evitou fazer menção ao controle de armas.
A pesquisa acontece depois do tiroteio da semana passada em Parkland, na Flórida, que reabriu o debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos.
O autor do massacre é Nikolas Cruz, de 19 anos, um jovem com problemas mentais que abriu fogo contra seus ex-colegas de escola com um fuzil AR-15 e matou 17 pessoas. (veja)

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