Fernanda Gentil desabafa sobre pedofilia após polêmica em O Outro Lado

A jornalista destacou nas redes sociais a importância de ouvir o que as crianças têm a dizer, além de alertar os pais
A apresentadora Fernanda Gentil decidiu desabafar após a repercussão da novela O Outro Lado do Paraíso. Falando sobre pedofilia, Fernanda, mãe de Lucas, de 8 anos, e Gabriel, de 2, fez um relato emocionante sobre o assunto retratado na trama de Walcyr Carrasco nos capítulos exibidos nesta semana.
No discurso feito nas redes sociais, a loira afirma não acompanhar a novela das 21h, mas destaca a importância do tema delicado que é, por muitas vezes, banalizado. Me sinto grata pela prestação de serviço que esse elenco fez com a cena do julgamento do Vinicius [Flavio Tolezani], o padrasto que abusou da enteada Laura [Bella Piero] por anos durante a infância dela (…) A mensagem que essa cena passou, o texto reproduzido pelos atores e o drama vivido pelos personagens representam muitas famílias reais”, disse.
Além disso, a famosa garantiu que vai mudar de postura: “Eu, dentro da minha bolha, alienada na minha realidade, acordando e dormindo no meu dia a dia, onde não vejo essa situação por perto, não sei dar números a essas crianças vítimas de abuso – e por isso prometo me envolver mais no assunto a partir de hoje”. A jornalista se mostrou preocupada com pessoas comuns que aproveitam da inocência das crianças, indignando-se. “Pais, mães, e responsáveis em geral: nós precisamos ouvir as nossas crianças. Os Vinicius’s e Lauras da novela estão espalhados por vários cantos e casas desse país. Os Vinicius normalmente são sedutores, charmosos, inteligentes, e muitas vezes, estão perto. Muito perto. São pessoas das quais geralmente pensamos ‘poderia ser qualquer um, menos ele”, desabafou. Fernanda concluiu sua reflexão falando sobre a importância de manter as crianças seguras:
“As Lauras são crianças lindas! Felizes! Puras e cheias de sonhos! Esses sonhos devem continuar na cabecinha de cada uma delas, e é nosso dever fazer de tudo para que eles se realizem. É nosso dever participar da vidinha delas para mostrar o que elas devem passar em cada fase da linda jornada que têm pela frente. É nosso dever deixar o canal aberto para que tenham segurança de falar tudo — desde o trabalhinho na escola, passando pelo gol na Educação Física, o primeiro beijo, a nota baixa na prova, até confessar caso algo não esteja legal. E se não estiver, que es-cu-te-mos. Assim mesmo, bem devagar e separadamente. Escutemos muito. Com atenção. Porque crianças podem florear, valorizar e até aumentar, mas elas não inventam algo sobre o qual não sabem — ou pelo menos ainda não deveriam — saber.” (metrópoles)

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