Pertence, Lula e Dilma

O jurista que passa a compor a defesa de Lula não se entendeu com Dilma e se demitiu da comissão de ética da Presidência.
Por Lillian Witte Fibe/VEJA
Jurista Sepúlveda Pertence, o novo contratado de Lula. (STF/VEJA)
O novo integrante da equipe de defesa do ex-presidente Lula, Sepúlveda Pertence, pode ser muito amigo do réu, mas sua relação com a presidente Dilma Rousseff não terminou de forma exatamente pacífica.
Em setembro de 2012, quando começaram a surgir denúncias de irregularidades no primeiro escalão do governo, ele se demitiu da comissão de ética da presidência da república – essa que, há dez dias, aplicou dura censura a um ex-ministro de Temer e a um ex-vice da Caixa.
Pertence renunciou porque Dilma não reconduziu dois conselheiros que haviam se pronunciado contra dois ministros dela.
À época, o caso que mais despertou atenção foi o do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, acusado de receber pagamentos da Federação das indústrias de Minas Gerais, estado que hoje ele governa.
Um mês depois da demissão de Pertence, a comissão arquivou o processo contra Pimentel, contrariando a sugestão de advertência feita pouco antes pelo conselheiro dispensado por Dilma.
Pimentel, muito próximo à ex-presidente, hoje se sente perseguido pelas investigações da não menos rumorosa Operação Acrônimo, sobre dinheiro de campanha e afins.
Está tudo a cargo do Superior Tribunal de Justiça porque ele, assim como seus pares, goza do famigerado foro privilegiado.

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