Rússia diz que EUA estão “caçando” russos para prendê-los

Chancelaria de Moscou acusa governo americano de estimular detenção de cidadãos russos em todo o mundo
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta público durante congresso em Moscou, na Rússia - 06/12/2017 (Sergei Kapurkhin/Reuters)
A Rússia emitiu um alerta de viagem recomendando que cidadãos do país pensem duas vezes antes de viajar ao exterior, pois os Estados Unidos estão “caçando russos em todo o mundo” para prendê-los.
O comunicado do Ministério das Relações Exteriores alerta os cidadãos russos que, quando no exterior, enfrentam uma ameaça real de prisão de outros países a pedido de Washington, e que depois disso podem ser extraditados para os Estados Unidos.
“Apesar de nossos apelos para melhorar a cooperação entre as autoridades americanas e russas relevantes… os serviços especiais dos Estados Unidos na prática continuam ‘caçando’ russos em todo mundo”, disse o alerta de viagem.
“Considerando estas circunstâncias, insistimos fortemente que os cidadãos russos ponderem cuidadosamente todos os riscos quando planejarem viagens ao exterior”, afirmou a chancelaria.
O ministério disse que mais de 10 russos foram detidos em países estrangeiros envolvidos com os Estados Unidos desde o início de 2017. Como exemplo, citou ao menos quatro russos presos por acusações de crime cibernético na Espanha, Letônia e Grécia.
As ações americanas contra supostos criminosos cibernéticos russos atingiram um pico no ano passado. Sete russos foram presos ou indiciados em 2017 nos Estados Unidos e no exterior — nos seis anos anteriores a cifra foi de dois por ano em média.
Presidente russo, Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Ivan Sekretarev/Pool/Lucas Jackson/Reuters)
O Departamento de Estado americano não quis comentar os dados de prisão e o alerta de viagem emitido pelo governo russo.
Moscou e Washington estão envolvidos em uma disputa diplomática desde que as primeiras denúncias de interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016 surgiram.
No final de 2016, a administração Obama ordenou a expulsão de 35 diplomatas russos dos Estados Unidos. O presidente Vladimir Putin respondeu, ordenando que os Estados Unidos reduzissem seus funcionários da missão diplomática na Rússia em várias centenas. (veja)

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