SEGURANÇA PÚBLICA - Governo determina envio de policiais e Força Nacional ao Ceará

O Palácio do Planalto também convocou reunião dos conselhos de Defesa e da Presidência da República para discutir a situação do Rio de Janeiro
Uma briga entre facções da cadeia de Itapajé, no Ceará, acabou com 10 mortos na manhã desta segunda-feira - 29/01/2018 (SINDESP-CE/Divulgação)
O presidente Michel Temer determinou, neste domingo, 18, o envio de uma força-tarefa policial ao Estado do Ceará para “dar apoio técnico às forças de segurança estaduais nas ações de combate ao crime organizado”. O grupo será composto por 36 homens, sendo 26 da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública, e será chefiado pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A ideia é que a força atue como um reforço às operações conjuntas de inteligência que já atuam no Estado.
A ação no Ceará é uma resposta à onda de violência enfrentada no Estado. A população cearense tem presenciado uma guerra entre facções criminosas após uma chacina que deixou mais de uma dezena de mortos no fim de janeiro. Também no estado foi encontrado, na manhã deste domingo, o corpo de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, maior liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, embarcará o grupo às 22h deste domingo, 18, na Base Aérea de Brasília com destino a Fortaleza.
Temer também convocou uma reunião, para segunda-feira, dos conselhos de Defesa Nacional e da República para discutir a questão da intervenção federal no Rio de Janeiro. A reunião, que começará às 10 horas, terá a participação dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Torquato Jardim (Justiça), Raul Jungmann (Defesa), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), e os comandantes da Marinha, Eduardo Bacelar, da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossatto e do Exército, Eduardo Villas Bôas. A reunião dos conselhos, ambos consultivos, é uma determinação constitucional depois que um estado de intervenção é decretado.
Intervenção federal
Em função da crise de segurança no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, 16, o governo emedebista decretou uma intervenção federal no estado fluminense, com duração até o fim deste ano. É a primeira do tipo desde a promulgação da Constituição Federal, há 30 anos. O general Braga Netto ficará no comando das polícias Civil e Militar, no lugar do governador do Estado, Luiz Fernando Pezão. A medida ainda terá de ser aprovada pelo Congresso, mas já está em vigor.
(Com Estadão Contéudo)

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