Washington e Moscou discordam sobre interferência russa em eleições

EUA acusam 13 cidadãos e três entidades russas de "semear a discórdia" em seu sistema político
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente russo Vladmir Putin, durante cúpula APEC, no Vietnã - 11/11/2017 (Jorge Silva/Reuters)
Washington e Moscou mostraram suas diferenças neste sábado na Conferência de Segurança de Munique (MSC) em torno das supostas interferências russas nas eleições dos Estados Unidos, após as acusações formalizadas na sexta-feira pelo procurador-especial, Robert Mueller.
O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert Raymond “H.R.” McMaster, qualificou neste fórum de “incontestáveis” as evidências apresentadas por Mueller contra 13 cidadãos e três entidades russas, que foram acusadas pelo procurador-especial de lançar “uma guerra informativa”.
McMaster ainda foi além e acusou o governo da Rússia de tentar, por diferentes meios, “minar as democracias no Ocidente”. Para ele, a tentativa de polarizar as sociedades ocidentais promovendo grupos extremistas tanto na direita como na esquerda “não funciona”.
Por outro lado, o ministro russo de Relações Exteriores, Sergey Lavrov, garantiu que as acusações sobre o envolvimento russo eram meras “palavras” perante a ausência de evidências.
Lavrov só se referiu a esta questão ao ser interrogado a respeito depois do discurso seu discurso na Conferência. O russo afirmou que não tinha uma reposta sobre o caso e que faltavam “fatos” para comprovar as acusações.
Mueller, encarregado de investigar a trama russa, acusou ontem treze cidadãos e três entidades da Rússia de ter lançado “uma guerra informativa” na Internet para dividir a sociedade americana e influenciar nas eleições de 2016.
“Os acusados supostamente fizeram uma guerra informativa contra os EUA com a meta estabelecida para divulgar desconfiança contra os candidatos e contra o sistema político”, afirmou em entrevista coletiva o “número dois” do Departamento de Justiça, Rod Rosenstein, que supervisiona esta investigação.
Segundo as pesquisas, os acusados começaram a operar em 2014 e seu objetivo era “semear a discórdia” no sistema político dos Estados Unidos e nas eleições do país.
Mueller ocupa desde maio de 2017 o cargo de procurador-especial, desde onde investiga a ingerência russa e os supostos laços entre esse país e a campanha presidencial de Trump. (veja)

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