Afinal, para onde vai o dinheiro que pagamos em impostos?

Por Alexandre Guerra*
O Estado, por definição, não se auto sustenta. Precisa de recursos de quem produz. Neste caso, nós, cidadãos. Como contribuinte, então, pergunto: para onde deve ir o nosso dinheiro? Para onde deve ir o dinheiro que todos nós pagamos por meio dos impostos?
É para custear mordomias e privilégios dos políticos, como altos salários, carros oficiais, seguranças, diárias, viagens, buffets ou auxílios dos mais diversos? Não. Não é para isso que o governo serve. E se no Distrito Federal e no Brasil, infelizmente, o Estado vem servindo a isso, está errado e precisamos mudar.
Boa parte do dinheiro dos impostos que hoje são pagos pelos contribuintes vai para sustentar o Estado inchado, balofo, com centenas de cargos de confiança e apadrinhados de políticos. O Estado tem que servir para garantir saúde decente, com médico, atendimento digno, remédio, exame e hospital.
Para proteger a vida e o direito de ir e vir das pessoas, com mais polícia na rua e uso de inteligência no combate ao crime. Deve servir para dar educação de qualidade às crianças e jovens, para que elas possam desenvolver todos as suas potencialidades e terem um futuro melhor.
O Estado precisa garantir um transporte de melhor qualidade, que não demore tanto a atender os usuários. É para essas coisas que o Estado serve ou deveria servir. E exatamente nessas áreas essenciais que o governo está falho, e muito, com os cidadãos que pagam, com muito sacrifício, seus impostos.
Ao mesmo tempo, o Estado não ajuda em nada. Pelo contrário. Atrapalha a iniciativa privada na sua vocação genuína de geração riquezas e empregos. O Estado precisa é ser parceiro e incentivador da atividade econômica.
E, nesse campo, é necessário diminuir a burocracia e libertar os empresários e cidadãos que queiram empreender para que eles possam exercer com o máximo de liberdade sua atividade. O Distrito Federal tem um potencial enorme de desenvolvimento e, no entanto, estamos parados.
Segundo uma pesquisa da CNI/Ibope, 70% dos brasileiros afirmam que a baixa qualidade dos serviços públicos é mais consequência da má utilização dos recursos do que da falta deles. Ou seja, o cidadão percebe o governo como ineficiente.
Há verdade e falta gestão. Não há metas claras, não se cobra desempenho e resultado, não se busca ganhos de produtividade e não há meritocracia.
Para ser eficiente e conseguir oferecer mais retorno aos contribuintes e às pessoas que precisam de proteção, o Estado deve focar nas suas atividades-fins. Deve-se libertar de áreas que não geram bem-estar e resultados concretos para os cidadãos. A meta é: gastar menos com o governo, para investir no que é essencial — as pessoas.
E para acabar de vez com as mordomias e privilégios e colocar o Estado realmente a serviço dos cidadãos não adianta apenas trocar os atores. É preciso mudar o jogo e suas regras. Não é trocar de elite, para fingir que mudou, para que tudo continue como está. É hora de mudar para valer. De mudar os políticos e a forma antiga e carcomida de fazer política. Enterrar a velha política.
É preciso constatar que o sistema político brasileiro faliu e só quem se beneficia dele é que finge não enxergar. Que o vínculo de representação entre cidadãos e políticos foi completamente quebrado. O caminho é um só: mudar.
(*) Alexandre Guerra, 37 anos, brasiliense, advogado e ex-CEO do grupo Giraffas. Filiado ao Novo, é pré-candidato ao Governo do Distrito Federal

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