Em carta, advogado exige que atriz pornô pare de falar de “caso com Trump”

Stormy Daniels diz em entrevistas que foi ameaçada por estranho para que ficasse em silêncio, insinuando que Trump ou seu advogado estão por trás disso
A atriz pornô Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels, participa de evento da indústria de filmes adultos em Las Vegas - 18/01/2017 (Ethan Miller/Getty Images)
Michael Cohen, o advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que a atriz pornô Stormy Daniels “pare e desista” de falar sobre seu suposto caso com o presidente americano e a ameaça que teria recebido para ficar em silêncio, noticiou a televisão Fox News nesta segunda-feira, depois de Stormy dar uma entrevista ao programa de TV 60 Minutes.
Cohen –que também possui seu advogado pessoal– exigiu em uma carta enviada por este último na noite de domingo após a exibição do programa que a atriz (cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford) peça desculpas por haver insinuado na entrevista que Cohen estaria por trás de uma ameaça feita a ela por um estranho em 2011 caso ela “não deixasse Trump em paz”.
A carta também insiste que Stormy evite fazer “afirmações falsas e difamatórias” sobre Cohen no futuro. O advogado de Cohen, Brent Blakely, não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência de notícias Reuters.
A atriz processou o presidente no dia 6 de março, afirmando que ele nunca assinou um acordo para que ela mantivesse silêncio a respeito de um relacionamento “íntimo” entre os dois.
Assessores da Casa Branca não responderam de imediato a pedidos de comentário após a exibição da entrevista.
Michael Avenatti, o advogado que representa a atriz, conversou na manhã desta segunda-feira com grandes redes e emissoras. Em uma entrevista à NBC, ele disse que o homem que ameaçou sua cliente não foi Cohen, mas que “tinha que ser alguém ligado ao senhor Trump ou ao senhor Cohen”.
Quando indagado na CNN sobre a carta de exigência de desculpas, Avenatti respondeu que Cohen “precisa parar de se esconder atrás de pedaços de papel e abrir o jogo com o público americano”. (veja)

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