HERZEM GUSMÃO CANCELA DOAÇÃO DE CAIXÃO E MÃE ESPERA MAIS DE 30 DIAS PRA ENTERRAR O FILHO

Uma mãe da cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, está há mais de um mês tentando enterrar o filho de 19 anos, que foi morto a tiros, mas não consegue porque não tem como adquirir o caixão.
“Pago aluguel, água, luz. Ajudo meu marido nas despesas, porque não temos um salário mínimo para sobreviver. E é um momento muito difícil, porque um caixão está em torno de R$ 1,2 mil, R$ 1,3 mil, e eu não tenho esse salário todo, para pagar esse caixão”, diz a diarista Edna Evangelista.
Ela já conseguiu a liberação para o sepultamento do filho em um cemitério local, mas depende do auxílio funeral, benefício oferecido pela prefeitura para famílias de baixa renda. No benefício, uma funerária conveniada é responsável pelos documentos de cartório, traslado do corpo e o caixão. O problema é que, segundo a funerária, o caixão, que antes era doado, não está mais incluso no auxílio, foi cortado pela prefeitura municipal.
“A assistente social ligou para a funerária que tem convênio com a prefeitura, e eles falaram que não poderiam liberar o caixão, porque a prefeitura não estava mais liberando o caixão. Suspenderam essa verba”, contou Edna.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Vitória da Conquista, para esclarecer sobre a suspensão do auxílio funeral para famílias de baixa renda, mas não obteve resposta.
Amigos da paróquia que Edna frequenta estão ajudando como podem, mas ainda não é o suficiente para o enterro. Edna conta que está sofrendo muito com a situação.
“Eu preciso enterrar o corpo de meu filho. Já tem um mês e cinco dias. Não tem como um ser humano ficar esse tempo todo no IML”, desabafou.
(G1)

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