KAKAY SE EMOCIONA AO SER INFORMADO DA PRISÃO DOMICILIAR DE PAULO MALUF

ADVOGADO DE MALUF SOUBE DA ORDEM DE TOFFOLI DANDO ENTREVISTA
OS PROBLEMAS DE SAUDE DE MALUF (ESQ.) EMOCIONARAM SEU EXPERIENTE DEFENSOR, ADVOGADO HÁ 35 ANOS.
Apesar da sua larga experiência, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay) não pôde conter a emoção quando o jornalista Pedro Campos, da rádio Bandeirantes, interrompeu uma entrevista que ele concedida ao programa "bastidores do poder" para informar que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabara de conceder prisão domiciliar humanitária ao deputado Paulo Maluf (PP-SP), desde dezembro na Papuda. Kakay se emocionou, embargando a voz, até parou de falar. Momentos depois, murmurou encabulado: "Sou um advogado das antigas, me emociono".
Durante o programa, o criminalista havia defendido enfaticamente a concessão do benefício a Maluf, que, doente e aos 86 anos, é o mais velho preso do sistema penitenciário de Brasília. O advogado resumiu os problemas de saúde do seu cliente: ele sofre problemas cardiovasculares, tratava de um câncer quando passou a cumprir sua pena por ordem do ministro Edson Fachin, está ficando cego do segundo olho e tem grandes dificuldades de locomover-se.
Participavam da entrevista, além de Campos, os jornalistas Thays Freitas e Cláudio Humberto, que o apresenta de Brasília. Kakay chegou a lembrar, durante a entrevista, que como a maioria dos jovens do seu tempo foi para as ruas protestar contra Maluf, mas, como advogado, avaliou que cabia a defesa técnica do deputado, à qual vem se dedicando na fase final do seu processo.
Maluf foi condenado há vinte anos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e, segundo Kakay, nunca mais foi acusado de envolver-se em qualquer irregularidade, tampouco respondeu a inquéritos ou foi personagem de escândalos de corrupção como Mensalão e Lava Jato. (DP)

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