Líder da extrema direita francesa é denunciada por tuitar fotos do Estado Islâmico

Marine Le Pen criticou a decisão, que chamou de perseguição política. "Em outros países, me dariam uma medalha", defendeu-se.
Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional (Foto: Associated Press)
A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, foi denunciada na Justiça, nesta quinta-feira (1º), por ter divulgado em sua conta no Twitter, em dezembro de 2015, imagens das atrocidades cometidas pelo grupo Estado Islâmico (EI).
A ex-candidata à Presidência francesa foi denunciada por ter "divulgado imagens violentas", um crime que pode ser punido com até três anos de prisão e com multa de 75.000 euros (R$ 297,4 mil), disse à agência France Presse o Ministério Público de Nanterre (subúrbio de Paris).
"Estou sendo imputada por ter denunciado o horror do Daesh [acrônimo do EI em árabe]. Em outros países, me dariam uma medalha", afirmou Le Pen, em conversa com à AFP.
"A perseguição política não respeita mais nem mesmo os limites da decência", acrescentou a presidente da Frente Nacional (FN).
Nas três imagens divulgadas por ela no Twitter, com o título "Isso é Daesh!", podia-se ver um soldado sírio esmagado por um tanque, um piloto jordaniano queimado vivo em uma jaula e o corpo de um homem degolado.
Publicadas semanas depois dos letais atentados de Paris de 13 de novembro de 2015 (com 130 motos e centenas de feridos), as imagens levantaram uma onda de indignação de toda classe política francesa.
No mesmo dia de sua publicação, o MP de Nanterre abriu uma investigação por "difusão de imagens violentas", depois de o então ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, tê-las denunciado à direção da Polícia Judiciária. (G1)

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