Meirelles diz que dará palavra final sobre sua candidatura até o dia 3

Como mostrou a Folha, ele deverá se filiar ao MDB para pleitear vaga à Presidência com o apoio do governo
O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) afirmou que dará a palavra final sobre sua candidatura até a próxima terça-feira (3).
"Vamos tomar essa decisão, temos um longo fim de semana pela frente", disse.
Meirelles disse que começará a receber nesta terça (27) dados de pesquisas qualitativas, para ter mais informações sobre sua candidatura, além de reforçar as conversas com o partido.
Como mostrou a Folha, ele deverá se filiar ao MDB até a próxima semana para tentar concorrer à vaga de candidato à Presidência com o apoio do governo.
"Espero até o dia 3 ter uma definição", disse.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD)
Meirelles disse que "fará parte de sua avaliação", nos próximos dias, eventualmente aceitar ser vice em uma chapa encabeçada pelo próprio presidente Michel Temer, que demonstrou interesse em se candidatar.
Na saída de um evento no TCU (Tribunal de Contas da União), o ministro indicou que sua preferência é a de que saia do próprio ministério o nome do seu sucessor.
Dois secretários são cotados para assumir a pasta com a saída de Meirelles. O executivo, Eduardo Guardia, é o favorito de Meirelles. O secretário de acompanhamento fiscal, Mansueto Almeida, também é considerado para a vaga.
"O grupo de secretários que montamos na Fazenda é de primeiríssima qualidade, reconhecido dentro e fora do governo. É um bom problema de se ter, escolher entre um grupo tão qualificado de candidatos, caso eu decida sair do governo e que isso seja consequência de uma eventual candidatura", afirmou Meirelles.
BANCOS
A expectativa é que sejam indicados ainda novos presidentes para a Caixa e para o BNDES. 
Paulo Rabello de Castro, que preside o BNDES, já demonstrou interesse em deixar o banco para concorrer à Presidência pelo PSC. 
Já Gilberto Occhi ocuparia o Ministério da Saúde na vaga do PP. Meirelles afirmou, porém, que a saída de Occhi não foi confirmada pelo presidente da Caixa.
"Não há esta decisão, o presidente Gilberto Occhi não tomou decisão de sair nesse processo de reformulação. É uma possibilidade, mas não é uma decisão tomada, não", disse.
De toda forma, os nomes dos substitutos passarão pelo crivo do Banco Central, disse Meirelles. 
A equipe econômica quer alterar a regra de indicação nos bancos estatais, dando ao BC autoridade para chancelar ou rejeitar nomes de diretores e presidentes, usando como critérios informações como experiência, reputação e capacidade técnica para a função. Hoje, a indicação depende apenas do presidente da República.
"Independentemente de qual será o formato legal, o que se define são os critérios onde o Banco Central vai aprovar a escolha dos dirigentes da Caixa nos mesmos critérios usados para bancos privados e estaduais", disse. "É um avanço importante no modelo de gestão da Caixa".
O ministro Dyogo Oliveira (Planejamento), também cotado para a Fazenda, não quis comentar sobre mudanças em sua pasta e no BNDES.
"Será uma decisão que o presidente tomará no momento correto", disse.
NADA MUDA
Em audiência pública no Senado, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo “fará tudo” para manter os rumos da política econômica se Meirelles deixar o cargo.
Durante reunião na Comissão de Assuntos Econômicos, Padilha foi questionado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) sobre os efeitos da saída de Meirelles do comando da Fazenda.
“Se porventura ele sair, a politica é a politica do governo do presidente Michel Temer e nós faremos tudo para que seja preservado rigorosamente o mesmo rumo que está dando certo, muito certo”, disse o ministro, ponderando que a decisão ainda não foi apresentada de forma clara por Meirelles.
Padilha afirmou ainda que Meirelles será consultado sobre a formatação da equipe do ministério após sua saída.
“Teremos que manter o rumo, na medida do possível, preservando as pessoas que fazem com que esse rumo seja mantido. O ministro Meirelles seguramente é uma das pessoas que serão ouvidas pelo presidente Temer”, afirmou. (ESTADÃO)

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