ONU: 124 milhões de pessoas necessitam de ajuda urgente com alimentos

O número representa aumento de 16 milhões em relação a 2016; organização diz que crescimento é motivado por conflitos intensos e prolongados
Mãe alimenta seu filho que sofre de subnutrição, no Sudão do Sul (Albert Gonzalez Farran/AFP)
Cerca de 124 milhões de pessoas em 51 países enfrentaram crises por causa da falta de alimentos em 2017, advertiu a ONU nesta quinta-feira. O número representa um aumento em relação ao ano anterior e, segundo a organização, foi motivado sobretudo pelos conflitos cada vez mais intensos e prolongados em algumas partes do globo.
O relatório mundial de crises de alimentos, elaborado por diversas agências das Nações Unidas e outros parceiros, destaca que a quantidade de pessoas com fome aguda no mundo aumentou em 11 milhões (11% anual), se comparados apenas os mesmos países analisados em 2016. Porém, em 2017, além dos números terem crescido dentro desses territórios, alguns países saíram e outros entraram para a lista crítica, levando a um aumento total de 16 milhões de pessoas.
Em 2016, foram contabilizadas 108 milhões de pessoas que sofriam com grave insegurança alimentícia em 48 países, frente às 80 milhões calculadas em 2015.
“Duas a cada três pessoas com fome procedem de países que vivem crises prolongadas”, explicou em conferência o diretor-geral da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, nesta quinta-feira.
As piores crises de alimentos de 2017 se localizaram no nordeste da Nigéria, na Somália, no Iêmen e no Sudão do Sul, onde havia 32 milhões de pessoas que necessitavam assistência urgente, 16% a mais do que o ano anterior. (veja)

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