Trump parabeniza Putin por reeleição e debate possível encontro

Presidente russo obteve uma vitória esmagadora na eleição presidencial de domingo, prolongando seu domínio político
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente russo Vladmir Putin, durante cúpula APEC, no Vietnã - 11/11/2017 (Jorge Silva/Reuters)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou nesta terça-feira para seu colega russo, Vladimir Putin, para parabenizá-lo pela reeleição, durante uma ligação em que os líderes debateram a possibilidade de um encontro.
“Fizemos uma ótima ligação”, disse Trump a repórteres no Salão Oval, onde se encontrava com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita. “Provavelmente nos encontraremos em um futuro não muito distante para discutir a corrida armamentista, que está ficando fora de controle”.
“Também temos que falar sobre Ucrânia, Síria e Coreia do Norte, então acho que provavelmente verei o presidente Putin num futuro não muito distante”, acrescentou Trump, sem dar detalhes de onde ocorreria essa reunião.
Em comunicado posterior, a Casa Branca garantiu que os dois líderes “falaram sobre o estado das relações bilaterais e decidiram continuar o diálogo sobre desafios e prioridades mútuas de segurança nacional”.
Trump “enfatizou a importância de desnuclearizar a península norte-coreana”, e ambos os “confirmaram a necessidade de Estados Unidos e Rússia continuarem os esforços compartilhados para uma estabilidade estratégica”, concluiu a Casa Branca.
Putin obteve uma vitória esmagadora na eleição presidencial de domingo, prolongando seu domínio político no maior país do mundo por mais seis anos. Ao contrário dos líderes de países aliados, como China, ou Índia, os ocidentais tardaram em parabenizá-lo, em um contexto de tensões agravadas pelo envenenamento do ex-agente russo Serguei Skripal e de sua filha na Inglaterra.
Em comunicado, o Kremlin informou que os líderes “falaram a favor do desenvolvimento de uma cooperação prática em esferas diferentes, incluindo questões sobre como garantir a estabilidade estratégica e combater o terrorismo internacional.”
Putin e Trump também concordaram com a necessidade de trabalhar juntos para evitar uma possível corrida armamentista, disse o Kremlin, acrescentando: “Devotou-se uma atenção especial a trabalhar a questão de uma possível reunião de alto nível”.
Moscou e Washington têm diferenças em relação à Síria e à Ucrânia, e as alegações norte-americanas de que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos continuam a ofuscar o relacionamento, embora Moscou as negue.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à agências de notícias russas que Putin e Trump não trataram do envenenamento do ex-agente duplo russo.
Putin adotou um discurso mais brando com o Ocidente depois de conquistar sua maior vitória eleitoral, dizendo que não deseja uma corrida armamentista e que fará tudo que puder para resolver diferenças com outros países.
No início de março, Putin anunciou que estava testando novos armamentos capazes de vencer os sistemas de defesa americanos. Trata-se de um míssil nuclear de cruzeiro que, segundo ele, é invencível e com capacidade de chegar a qualquer parte do mundo. (veja)

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