Agatha Moreira coloca o trabalho em primeiro lugar: 'Workaholic'

Aos 26 anos, atriz dia que é romântica do tipo que manda flores e se acha feminista. 'Não sou radical'
Agatha Moreira, a Ema de 'Orgulho e Paixão' - reprodução
Ela não para. E nem quer parar. Nos últimos seis anos, desde que estreou na Globo em 'Malhação', em 2012, Agatha Moreira acumula seis novelas no currículo. Foi assim com 'Em Família' (2014), 'Verdades Secretas (2015), 'Haja Coração' (2016), 'Novo Mundo' (2017) e a atual 'Orgulho e Paixão'. "Não quero ficar enquadrada em um tipo de personagem, fiz vários tipos. Meus amigos e familiares sempre cobram minha presença. Estou acostumada. Me acho workaholic. Com certeza, minha profissão vem em primeiro lugar. Sou capricorniana, extremamente trabalhadora. Trabalho é muito importante para mim", afirma a atriz de 26 anos.
CASAMENTO
Agatha diz que diferentemente de sua personagem, a casamenteira Ema Cavalcante, da novela das 18h, da Globo, não quer nem saber de ser cupido de alguém. "Fui cupido duas vezes e foi péssimo (risos). Uma coisa horrorosa, não deu certo, nunca mais tento na vida. Nunca mais faço isso", garante a carioca, que namora o também ator Pedro Lamin. "Sou romântica. Dou flores e tudo", completa.
Quando o assunto é subir ao altar, a atriz é firme. "Acho maravilhoso, cada um tem que fazer o que quer da vida. As pessoas apontam quem não quer casar ou ter filho. Cada um tem que saber de si, o que o outro quer saber, só pertence a ele. Não sonho em casar, de véu, grinalda, não é um sonho mesmo. Se acontecer, tudo bem, mas não vou ser contra. Por enquanto, não é algo que passa pela minha cabeça", afirma.
A TRAMA
Na novela de Marcos Bernstein, Ema é uma jovem de família tradicional, que adora encontrar um par perfeito para suas amigas. Ela promove encontros, bailes e todos os tipos de artimanhas para ajudar a desencalhar as solteiras do fictício vilarejo Vale do Café. O problema é que ela não advoga para a própria causa. "Ela prometeu no leito de morte da mãe que cuidaria do pai, Aurélio Cavalcante (Marcelo Faria), e do avô, Afrânio Cavalcante (Ary Fontoura), para sempre. E ela não deixaria nenhum outro homem interferir nisso. Eles seriam os homens da vida dela. Ela acha que o dever dela é cuidar deles", explica Agatha. "Ela não se permite olhar para os sentimentos dela, ela não se permite que algum outro homem entre na vida dela. Então, ela resolve cuidar dos sentimentos das outras pessoas", acrescenta.
O fato é que Ema não percebe que o amor está bem do lado dela e atende pelo nome de Jorge (Murilo Rosa), que vem a ser advogado da família da moça. "Ela não o enxerga por causa dessa promessa que fez para a mãe. Não se permite chegar, olhar para os próprios sentimentos, deixa de lado e não percebe. Até porque o Jorge está ali do lado dela há muito tempo, é amigo da família. Para ela, é só um grande amigo. Até ela perceber que a amizade é um amor, demora", frisa ela. "Não aconteceu comigo de me apaixonar por um amigo. É normal acontecer. Mas comigo nunca aconteceu", diz.
AMIZADES
Se na novela a personagem não sabe lidar direito com suas emoções, na vida real Agatha passa longe dessa seara. "Não tenho dificuldade nenhuma de abrir meus sentimentos. Tudo bem que meus amigos me achem um pouco pragmática, racional, é o lado capricorniano, mas minha lua está em Câncer", justifica, entre risos.
Assim como Ema faz tudo para ajudar as amigas, entre elas a protagonista Elisabeta (Nathalia Dill), Agatha afirma ser como sua personagem quando o assunto é não medir esforços para dar suporte a alguém querido. "Parecido com a Ema só o instinto maternal, porque gosto muito de cuidar dos meus amigos o tempo todo. Tipo se um torceu o pé, quero levar ao médico. E também escuto as amigas. Amiga é melhor do que terapeuta", atesta, aos risos.
EMA E ELISABETA
As conversas entre Ema e Elisabeta mostram a primeira convencendo a segunda da importância do casamento e esta argumentando da necessidade de descobrir um mundo além das convenções impostas pela sociedade. "Acho mais bacana nessa trama é a gente conseguir mostrar o quanto evoluiu, está evoluindo, e o quanto algumas coisas continuam na mesma forma e precisam mudar. Sou grande apoiadora do movimento feminista e acho que isso vai ser muito mostrado através da Ema e Elisabeta", comemora a atriz.
"Acho legal mostrar os dois lados. Uma mulher feminista sem saber. E a outra mulher que possui alguns discursos machistas por conta da criação dela. Sou feminista. Não sou radical. Cada um sabe de si, não vou dizer que algo está certo ou errado para ninguém. Cada um sabe o que te ofende, o que te desconforta", defende. (odia)

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