Moro Se Manifesta Explicitamente Sobre Caso Lula, Deixa Recado E Coloca Ministra Rosa Weber ‘Contra Parede’

O juiz federal Sérgio Moro, magistrado responsável pela condução da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira; a Operação Lava Jato , da Polícia federal, se manifestou categoricamente a respeito da votação em Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) , relacionada ao julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Vale lembrar que o ex-mandatário petista foi derrotado por seis votos a cinco, o que acabou culminando na liberação para que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que é o Tribunal de segunda instância, de Porto Alegre, autorizasse ao juiz Sérgio Moro a decretação de prisão contra o ex-presidente Lula.
Manifestação de Moro durante evento no Rio Grande do Sul
O juiz Sérgio Moro discursou em uma palestra realizada na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (10), num evento denominado de “Fórum da Liberdade”. O magistrado que é titular da décima terceira Vara Criminal da justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, foi contundente e enfático, ao comentar sobre o voto da ministra do Supremo Tribunal Federal (#STF), Rosa Weber, que rejeitou o habeas corpus preventivo de Lula, durante julgamento em Plenário da Suprema Corte brasileira. O voto de Rosa Weber foi considerado decisivo para que fosse decretada a prisão de Lula.
De acordo com Moro, “o voto mais interessante na sessão do Supremo, seria o de Rosa Weber, que é uma magistrada qualificada, de caráter excepcional”, se referiu o juiz paranaense, num tom elogioso.
Sérgio Moro disse ainda que Rosa Weber tem uma personalidade de não conversar muito com a imprensa e que, no fundo, ela está certa.
Outro fator de grande preponderância que chamou a atenção do magistrado paranaense, é que a ministra Rosa Weber, por meio de seu voto, permitiu que o país tivesse uma “segurança jurídica”, em se tratando, das análises que consolidam a manutenção da possibilidade de prisão de condenados, após julgamentos dos recursos judiciais em tribunais de segunda instância, conforme foi delineado pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF), em meados de 2016, portanto, uma jurisprudência muito recente, para que fosse alterada.
Porém, ao comentar o voto de Rosa Weber, Sérgio Moro mandou um recado “nas entrelinhas” para a magistrada, ao afirmar que ” a ministra fez um voto muito eloquente e que não se pode mudar ao sabor do acaso, já que não se pode mudar os critérios, a depender de quem seja o acusado”. As palavras do magistrado serviram como um recado direto aos ministros do Supremo, inclusive à própria Rosa Weber, que deverão julgar nesta quarta-feira (11), as denominadas ADCs (Ações Diretas de Constitucionalidade) que a depender do resultado, poderão mudar o entendimento sobre a prisão após segunda instância, levando a um verdadeiro retrocesso no combate à corrupção, além de prejudicar a Operação #Lava Jato.
O país estará com os olhos no STF, cujo relator da matéria é o ministro Marco Aurélio Mello, exímio defensor de que os julgamentos somente ocorram após o transitado em julgado, ou seja, até que o último recurso judicial esteja esgotado, o que pode levar à prescrição de muitos crimes ou vários anos para que algum criminoso seja, de fato, condenado à prisão. (NBO)

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