FULMINANTE: Morre empresário que fechou loja após arrombamentos

Drama de Rogério Casagrande, 50 anos, foi mostrado em uma reportagem da Tribuna do Paraná em abril
No último ataque, bandidos levaram até sacos de açúcar e torneiras. Local ficou revirado. Foto: Marco Charneski
O empresário Rogério Casagrande, 50 anos, mostrado em uma reportagem da Tribuna do Paraná do dia 02 de abril – que fechou as portas de sua empresa após inúmeros arrombamentos consecutivos– morreu na manhã de sábado (12). Ele foi vítima de um infarto e vários amigos acreditam que o desgosto que ele vinha sofrendo com o fechamento da loja foi um dos fatores que o levaram ao ataque cardíaco.
Em fevereiro, a reportagem mostrou as frequentes invasões que os comerciantes da Rua Doutor Faivre, no Centro de Curitiba, vinham passando. Sem contar os danos estruturais nos comércios. Uma das comerciantes relatou que precisou ficar um dia inteiro fechada para conserto, porque havia vidros quebrados, portas estouradas e marcas de mãos nas paredes.
No caso de Casagrande, que trabalhava com conservação automotiva, levaram diversos equipamentos de trabalho, como pistolas de pintura, máquinas de polimento e materiais de limpeza dos carros. Nem mesmo pequenos acessórios ele podia vender na loja, porque as vitrines ficaram vazias.
No início de abril, a Tribuna do Paraná voltou a mostrar o problema na Rua Doutor Faivre, noticiando a decisão dele em fechar as portas por falta de condições de repor o material perdido nos crimes. Só este ano foram cinco arrombamentos sofridos (sem contar os outros dois, de outubro do ano passado). O empresário já não tinha mais condições financeiras de comprar tudo de volta, visto que neste último crime levaram tudo, até sacos de açúcar e torneiras das pias.
Infarto
Rogério Casagrande também estava com problemas pessoais e de saúde. Mas os amigos acreditam que o fechamento da loja foi o que fez piorar muito seu estado. “Era uma coisa que só Deus explica. A vida dele estava naquela loja. Por mais problemas que ele tivesse, ali dentro sentia-se feliz. Depois que fechou, andava bem perdido, sem rumo”, relatou um amigo muito próximo. O velório e o sepultamento de Casagrande aconteceram ontem, em Curitiba.
O último episódio foi registrado na madrugada de domingo (1) e os bandidos chegaram a cortar a energia da loja para que o alarme não tocasse. (tribunapr)

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