Com baixo crescimento, sobe resgate de milhas de programas de fidelidade

A conversão dos pontos – a relação entre a quantidade acumulada e a resgatada – no primeiro trimestre foi a maior desde 2016
Segundo a Abemf, 74,4% dos participantes preferem resgatar seus pontos por meio de passagens aéreas (Aeroporto de Viracopos/Exame)
Os participantes dos principais programas de fidelidade do país resgataram 59,8 bilhões de pontos/milhas no primeiro trimestre do ano. A conversão dos pontos – a relação entre a quantidade acumulada e a resgatada – foi a maior desde abril de 2016, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf).
Para o presidente da Abemf, Roberto Chade, o resgate de pontos ajuda a elevar o poder de compra de consumidor em períodos de crise. “Em momentos de baixo crescimento econômico e alguma instabilidade, como a que estamos enfrentando no Brasil, os programas de fidelidade são um importante aliado do consumidor, pois de fato aumentam seu poder de compra”, diz.
Levantamento da entidade mostra que 74,4% dos participantes preferem resgatar seus pontos por meio de passagens aéreas. Outros 25,6% resgatam as milhas por meio da aquisição de produtos.
Entretanto, a maioria dos pontos (89,3%) é acumulada por meio de pagamentos com cartão de crédito e transações com empresas de varejo, serviços e bancos que contam com programas de fidelidade. Só 10,7% das milhas são geradas pela compra de passagens.
O ranking de destinos nacionais mais procurados pelos participantes de programas de fidelidade continua com São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília nas três primeiras posições. Entre as viagens internacionais, Orlando, Miami e Santiago são as preferidas.
De janeiro a março, os principais programas geraram 69,5 bilhões de pontos/milhas, uma alta de 21,3% em relação ao mesmo período de 2017.
O número de cadastrados nos programas de fidelidade chegou aos 115,3 milhões no fim do primeiro trimestre deste ano, um incremento de 3,1 milhões de novas inscrições. (veja)

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