43 MIL MORTOS EM 2016: Brasil lidera ranking mundial de mortes por armas de fogo, revela estudo

O estudo exclui as mortes em conflitos, execuções e ações das forças da ordem
Entre as mortes causadas por armas de fogo mapeadas pelo estudo, 64% foram homicídios, 27% foram suicídios e 9% foram mortes acidentais. Foto: EBC
Um estudo realizado pelo Journal of the American Medical Association (Jama), divulgado nesta terça-feira, 28, revela que o Brasil teve 43 mil pessoas mortas por armas de fogo em 2016. No mundo, foram 251 mil pessoas mortas. Este número representa uma redução de 0,9% em relação ao ano de 1990.
O Brasil é o líder do ranking, seguido em suas dez primeiras posições por Estados Unidos (37.200), Índia (26.500), México (15.400), Colômbia (13.300), Venezuela (12.800), Filipinas (8.020), Guatemala (5.090), Rússia (4.380) e Afeganistão (4.050).
“Em todo o mundo, estima-se que 251 mil morreram devido a ferimentos por arma de fogo em 2016, com seis países (Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia, Venezuela e Guatemala) representando 50,5% dessas mortes”, diz a pesquisa, que observa que a alta taxa de homicídios na região está relacionada à guerra entre facções de traficantes de drogas.
O estudo avalia a mortalidade relacionada com armas de fogo entre 1990 e 2016 em 195 países e territórios por idade e sexo, mas exclui as mortes em conflitos, execuções e ações das forças da ordem.
Entre as mortes causadas por armas de fogo mapeadas pelo estudo, 64% foram homicídios, 27% foram suicídios e 9% foram mortes acidentais.
Além disso, 87% das mortes totais no mundo (218.900) foram de homens, dos quais 34.700 tinham entre 20 e 24 anos.
No que se refere aos suicídios, o texto aponta que a maior taxa corresponde à Groenlândia (Dinamarca), com 22 mortes por cada 100.000 moradores, seguido dos Estados Unidos com 6,4 mortos, segundo os dados ajustados por idade.
Pior do que nas guerras
O estudo indica ainda a realidade já conhecida: as mortes relacionadas com armas no mundo todo superaram às provocadas por conflitos e terrorismo a cada ano de 1990 a 2016. Neste período, houve uma exceção, em 1994, quando aconteceu o genocídio de Ruanda.
Números absolutos
Embora o valor absoluto de mortes tenha aumentado, a taxa diminuiu devido ao aumento populacional. O país com a maior taxa foi El Salvador (38,9) e o menor é Singapura (0,1). O Brasil teve uma das maiores taxas, com cerca de 20 mortes por 100 mil habitantes.
Educação
O autor principal do estudo, Mohsen Maghavi, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, afirma que os resultados deste estudo “reforçam a mensagem de que é imprescindível expandir a segurança e a educação sobre armas”. Ele completa: “A tragédia de cada morte relacionada com uma arma continuará até que líderes razoáveis e sensatos se reúnam para abordar o problema”. (Com o Diário do Poder)

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