Ex-governador confirma pedido a Renan Filho contra blitzes, mas nega apelo contra PMs

Mano tentou alegar 'engano', mas reafirmou que pediu fim de excessos contra cinquentinhas
Manoel Gomes de Barros, Mano, ex-governador de Alagoas. Foto: Ivan Nunes/Blog A Palavra
No dia seguinte à divulgação de suas declarações de que o governador de Alagoas Renan Filho (MDB) atendeu um pedido seu para suspender blitzes, transferindo comandantes de batalhões de polícia em União dos Palmares (AL), o ex-governador de Manoel Gomes de Barros, o Mano, negou hoje (30) ter promovido ingerência política na Segurança Pública do Estado, mas reafirmou ter feito um apelo em favor dos proprietários de motocicletas de 50 cilindradas, as “cinquentinhas”, perseguidos em seu reduto eleitoral.
Coordenador da campanha de reeleição do governador em sua região, Mano retornou ao contato feito pelo Diário do Poder afirmando, inicialmente, que tudo teria sido “um engano”, pois não teria dado declarações sobre o caso das blitzes de União. Mas depois de ser informado de que havia a gravação de sua entrevista ao jornalista Ivan Nunes já publicada, com sua voz tratando do tema, explicou que apenas repetiu o que o governador declarou em sua casa contra o excesso de blitzes. E ressaltou não ter solicitado a transferência de militares.
“Ele [Renan Filho] foi indagado pela imprensa sobre as blitzes e repeti na entrevista o que ouvi o governador responder aqui na minha casa, que não admitia excessos de blitzes. Não tenho nada com isso. Acho que tava havendo exagero com essas blitzes. Mas o negócio de que ele mandou transferir ou tirar algum membro da segurança, não sei. Isso é atribuição do governador”, disse Mano.
O ex-governador confirmou que pediu o fim das blitzes no dia em que ele almoçou em sua casa, em 09 de agosto. Mas negou ter tratado sobre esse assunto com Renan Filho, antes daquele encontro, ao ser lembrado que a ocasião em que deu as declarações já era o dia seguinte às transferências dos militares.
“[Durante a visita] solicitei que ele resolvesse o problema que estava havendo o exagero, o excesso. E ele disse que não admitia. Agora, as providências administrativas que ele tomou, não tenho a menor ideia. Não sei nem quem era comandante. Apenas reforcei ao governador a reclamação que estava havendo das pessoas. E, logo depois, ele declarou que não iria admitir”, disse o ex-governador.
Mano evidenciou o descumprimento de uma das principais promessas de campanha do governador de não permitir ingerência política ou eleitoral nas forças policiais. E pretende ter o apoio de Renan Filho para tentar se eleger prefeito de União dos Palmares em 2020. (DP)
Ouça novamente a entrevista de Mano ao jornalista Ivan Nunes: 

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