Mulher é agredida por ex-marido após dar festa comemorando um ano de separação

Tatiana Araújo, de 32 anos, conta que Egneudo da Rocha Rodrigues, de 41 anos, foi até sua casa e a agrediu ao saber da festividade.
Por Gabriel Torres do MEIA HORA
Ex-marido ficou revoltado ao
saber  de festa e agrediu mulher
 Reprodução Facebook
Rio - O que era para ser uma celebração diferente e descontraída se transformou em um pesadelo para Tatiana Araújo, de 32 anos. Ela fez uma festa comemorando o aniversário de um ano de sua separação. Um vídeo bombou na Internet e o caso tomou grande repercussão. Porém, um mês depois a alegria virou terror. Segundo Tatiana, seu ex-marido, Egneudo da Rocha Rodrigues, de 41 anos, foi até a casa dela, nesta terça-feira, e a agrediu. O casal ficou junto por 18 anos e tem duas filhas de 16 e 13 anos.
"Ele veio irado e derrubou meu portão com chutes. Quando vi que ele ia me agredir, tentei fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais, mas ele deu um tapão e o celular voou", relatou Tatiana ao MEIA HORA.
Ela acredita que a repercussão do vídeo da festa motivou a ira do ex. “Não tinha nada dele no vídeo. Eu só quis expôr a minha felicidade, mas ele ficou revoltado”, contou.
Ela foi a um posto de saúde e depois se dirigiu à 27ª DP (Vicente de Carvalho) para prestar queixa. Tatiana contou que já havia sido agredida pelo ex quando ainda moravam juntos, mas não denunciou.
"Vou ter que ajeitar o portão da minha casa. Quero segurança, não sei o que ele pode fazer", disse.
A vítima publicou vídeos no Facebook enquanto estava no posto de saúde e, nos comentários, internautas relataram que sofrem agressões. “Sofro agressões do meu esposo mas não tenho essa coragem”, escreveu uma mulher.
Tatiana fez um alerta às mulheres que sofrem agressão. “Não podem, desistir. Comigo foi só um ferimento, outras mulheres podem morrer. Homem de verdade não faz isso”, finalizou.
Mulheres devem denunciar
A delegada Debora Rodrigues, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) Centro, explicou que as mulheres podem fazer a denúncia em qualquer delegacia, mas explica a importância da Deam.
“Temos 14 especializadas espalhadas pelo Rio. Quando você não denuncia, não temos como agir. As mulheres sofrem anos sem nunca terem falado. É ruim expor? É, mas o pior é apanhar ou até morrer. A mulher vive num ciclo de violência. Queremos tirar a mulher desse ciclo. Ao primeiro sinal de ameaça, procure ajuda sim”, alertou. (odia)

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