Boulos vê masoquismo de Haddad por fazer ‘beija-mão’ de Renan e Eunício

Candidato do PSOL lamenta união do PT com Renan e Eunício
Foto: Mídia Ninja/Cortesia
O candidato a presidente da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira (6) que a relação entre PT e MDB é caso de divã e masoquismo, ao citar encontros do provável presidenciável petista Fernando Haddad com os senadores emedebistas Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE). A afirmação foi feita durante sabatina promovida numa parceria pelo UOL, Folha e SBT.
“É lamentável a gente ver, como vi na semana passada, Fernando Haddad ir lá fazer beija mão para o Eunício e para o Renan, depois de tudo que aconteceu. Parece que a relação PT e MDB virou caso de divã, caso de masoquismo. Não é possível, depois de ser golpeado, depois de tudo isso, recompor com essa turma e estar no mesmo palanque”, disse Boulos, se referindo ao impeachment de Dilma Rousseff, que contou com votos favoráveis dos senadores do MDB.
Boulos criticou Lula por não ter feito uma reforma política e ter governado com os mesmos de sempre. “O Jucá é líder de governo desde Dom Pedro 1º”, disse.
O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ironizou a tensão entre o presidente Michel Temer (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB). “Tem uma frase do Orestes Quércia que é briga de compadre sempre sai muitas verdades”, disse. “Ali é a turma do compadrio. Deve estar tudo no mesmo grupo de ‘zap'”.
Ele disse que a eleição é imprevisível, mas que acredita que a oposição a Temer estará no segundo turno.
‘Projeto de futuro’
Boulos afirmou que sua candidatura, hoje com 1% das preferências de voto, é uma semente para um projeto de futuro. Em caso de ser eleito, disse que chamaria a população para pressionar o Congresso a apoiar reformas profundas, como a tributária.
“Não vou negociar por exemplo direito das mulheres com a bancada fundamentalista. Sou daqueles que acredita que princípio não se negocia”, disse.
O candidato do PSOL definiu o corte de privilégios como sua principal plataforma. “Nós vamos enfrentar privilégio, por exemplo, fazendo com que rico comece a pagar imposto. Porque hoje quem tem um carro paga IPVA, quem tem um jatinho, um helicóptero não paga um real. Se tem alguém que está nos assistindo que tem um jatinho, não vote em mim.”
Boulos defendeu a legalização da maconha e a descriminalização das demais drogas. Segundo ele, a política de drogas só serviu “pra matar jovem negro na periferia”.
Outra ideia lançada pelo candidato foi a criação de uma lista suja do machismo, para que empregadores que paguem menos para mulheres nas mesmas funções sejam punidos. (Folhapress)

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