Forças de segurança mantêm pressão contra o crime no Rio, diz militar

O coronel Cinelli ressaltou "vários fuzis foram retirados das mãos de criminosos"
Cinelli disse que o combate ao crime nesses locais tem que ser planejado
O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Carlos Frederico Cinelli, disse hoje (7) que as forças de segurança têm conhecimento do que ocorreu no Complexo da Maré, e que será processado pela inteligência para alimentar outras ações do Comando Conjunto das forças de intervenção na segurança do Rio de Janeiro.
O jornal Bom Dia Rio, da TV Globo, mostrou imagens de criminosos carregando fuzis em um baile funk no Complexo da Maré, zona norte da cidade, que se estendeu até a manhã de hoje.
O porta-voz disse que a pressão das forças de intervenção federal continua constante no combate ao armamento e à utilização de barricadas por traficantes em comunidades do estado. “Se nós permanecermos nessas comunidades isso vai cessar, como já vimos no passado, mas não é algo sustentável. Então é preciso fazer as operações para ir minando, paulatinamente, essa capacidade deles [criminosos] de, primeiro, lançar barricadas, segundo, de se armarem ostensivamente. Esse trabalho de inteligência é muito importante. Essa semana, diversos fuzis foram retirados das mãos de criminosos e é preciso continuar [com essas operações]”.
O coronel Carlo Cinelli disse que o combate ao crime nesses locais tem que ser planejado e com o uso da inteligência das forças de segurança. “Nós não trabalhamos com espasmos de reatividade. Isso é amadorismo. Temos que fazer com que o planejamento seja feito estrategicamente para que intervenções policiais pontuais sejam feitas. Estamos falando de uma área muito emblemática do Rio de Janeiro. É uma área que tem características que impedem, por exemplo, operações no momento dos flagrantes. Uma operação feita ali muito rápido e de forma açodada tem risco de danos colaterais e de efeitos sobre civis muito grande. Existem ali técnicas de procedimentos que os criminosos orientam a população a fazer que acabam revertendo contra as forças de segurança que estão lá”, disse.
O coronel deu as declarações antes do início do desfile de 7 de Setembro, no Rio de Janeiro.(ABr)

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