QUE FIM LEVOU O DINHEIRO? BNDES já disponibilizou R$52,5 milhões para o Museu destruído pelo fogo

Museu recebeu R$24 milhões no 1º semestre e R$21,7 milhões em junho
A chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Luciane Gorgulho, esteve no Museu para assinatura do financiamento, em 6 de junho. (Foto: BNDES)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizou R$52,5 milhões para a restauração e requalificação do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, que foi destruído pelo fogo na noite deste domingo (2), dentro das comemorações dos 200 anos da fundação da instituição. O contrato mais recente foi assinado no dia 6 de junho deste ano no valor de R$21,7 milhões. O apoio do Banco foi destinado à terceira fase do Plano de Investimento para a revitalização do Museu Nacional, que totaliza R$ 28,5 milhões, somando-se aos R$24 milhões investidos nas duas fases anteriores.
A chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Luciane Gorgulho, representou o banco na assinatura do repasse do dinheiro disponibilizado pelo banco, em 6 de junho deste ano. O apoio foi “não-reembolsável”, como ela explicou na ocasião.
O diretor do museu, Alexander Kellner, pareceu satisfeito ao receber os recursos, notícia divulgada pela Agência Brasil em 6 de junho, registrando a assinatura do financiamento: “Vai nos proporcionar reformar áreas históricas desse palácio para fazer com que ele receba o público em grande estilo”. Entre as áreas que serão priorizadas para reforma estão a sala do trono e a sala do imperador, que necessita de um reparo no telhado.
Uma parcela dos R$21,7 milhões foi liberada imediatamente, inclusive para custear a retirada do prédio histórico do acervo que contém produtos inflamáveis, incluindo animais mantidos em frascos com álcool e formol. Apenas parte deste acervo já havia sido retirada. Mas as outras duas fases duas fases do apoio fez o BNDES liberar R$24 milhões ao Museu este ano.
Os recursos foram destinados à recuperação física do prédio histórico; a recuperação de acervos — de modo a garantir mais segurança às coleções e otimizar o trabalho dos pesquisadores —; a recuperação de espaços expositivos — estimulando maior atração de público e promoção de políticas educacionais vinculadas a seus acervos —; a revitalização do entorno do museu; e o fortalecimento da instituição gestora. Esse último uso prevê ações de aprimoramento da gestão e abrange esforços para a constituição de um fundo patrimonial (endowment) que contribua para a longevidade do Museu.
Fundado em 1818
Instituição científica mais antiga do Brasil e um dos museus de ciência mais importantes do mundo, o Museu Nacional foi fundado por D. João VI em 1818.
Inicialmente instalado no Campo de Santana, o Museu foi posteriormente transferido para o Palácio de São Cristóvão, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e situado na Quinta da Boa Vista, um dos mais importantes parques urbanos do Rio. Antes de abrigar o Museu Nacional, o Palácio de São Cristóvão foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira.
Ao longo de 22 anos, o BNDES investiu mais de R$600 milhões para cerca de 180 monumentos em todo o país. Esses números fazem do Banco o maior apoiador de ações desse tipo no Brasil.

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