Risco Brasil: sinal de perigo

Desde que estourou a crise da lira turca, o prêmio de risco exigido para se investir aqui subiu 37%.
Por Lillian Witte Fibe
Enquanto o real ganha um pouco de gás frente ao dólar, o chamado “risco Brasil” segue em alta e já é o mais alto em 1 ano. (Paulo Whitaker/Reuters/Reuters)
Se o dia é de refresco para o real frente ao dólar, para o risco Brasil não teve oxigênio, não.
Está certo que países como a Grécia, por exemplo, ainda são considerados mais perigosos para investir – pra não falar da Argentina ou da Venezuela.
Mas a distância de pouco menos de 100 pontos entre um (Grécia) e outro (Brasil) já foi maior – a nosso favor.
Em 24 horas, o índice que mede esse risco (chamado CDS de 5 anos) subiu de 290,2 para 298,5.
Ok, alta de pouco menos de 3% de quinta pra sexta, mas…de 37% e uns quebrados só nos últimos 22 dias, ou desde que estourou a crise da lira turca.
Em 9 de agosto, essa espécie de “nota” estava em 217,7.
Agora, beirando os 300, já é a pior e maior em um ano.

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